1.º Curso de Cirurgia Bariátrica e Metabólica para Medicina Geral e Familiar

A gestão farmacológica dos doentes obesos após a cirurgia bariátrica é um tema que vai estar em destaque no I Curso de Cirurgia Bariátrica para Medicina Geral e Familiar. A formação vai decorrer no dia 26 de outubro, em Lisboa, e é organizada pelo Centro de Tratamento Cirúrgico da Obesidade do Centro Hospitalar Lisboa Central (CHLC). 

“O principal objetivo desta iniciativa é, sobretudo, estreitar a relação institucional com os médicos de família, no tratamento da obesidade e doenças metabólicas, que têm uma grande prevalência em Portugal”, afirma Nuno Borges, cirurgião geral do Centro e responsável pelo curso. 

O curso de um dia vai ter três módulos, que abordam a avaliação multidisciplinar do doente com indicação cirúrgica, as técnicas cirúrgicas existentes e suas indicações e, por fim, o seguimento do doente bariátrico após cirurgia, com especial enfoque na gestão das patologias associadas à obesidade.



Terapêuticas: benefícios da cirurgia requerem ajustes

“Uma das principais dúvidas dos colegas de Medicina Geral e Familiar (MGF) prende-se com a gestão dos fármacos após a cirurgia bariátrica quer pelas alterações da sua absorção intestinal quer pela necessidade de ajustar as doses”, indica o especialista. 

Nuno Borges deixa mesmo dois exemplos concretos na necessidade de ajustes terapêuticos: “Aproximadamente 80% dos casos de doentes com obesidade e diabetes tipo 2 têm remissão da diabetes após cirurgia bariátrica, sendo necessário reajuste da sua medicação. Outro caso de claro benefício são os doentes com obesidade e síndrome de apneia obstrutiva do sono que, após cirurgia, podem deixar de necessitar de apoio ventilatório”.

Em termos nutricionais, as mudanças também são significativas: “As recomendações não são iguais às da restante população, por isso é necessário que sejam adaptadas.”

Equipa multidisciplinar: "Cirurgia é uma pequena parte"

O responsável pelo curso faz questão de sublinhar que “apesar de se tratar de uma unidade de tratamento cirúrgico de obesidade, a cirurgia é uma pequena parte do que se faz; há todo um trabalho de acompanhamento por uma equipa multidisciplinar, que conta com endocrinologistas, internistas, fisiatras, fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos, cirurgiões e enfermeiros”.


Elementos da equipa do Centro de Tratamento Cirúrgico da Obesidade do CHLC: 

"Somos uma mais-valia no tratamento da obesidade"

O empenho de toda a equipa em querer reforçar a ligação aos cuidados de saúde primários não surge por acaso, conforme salienta Nuno Borges: “É uma necessidade que temos sentido no nosso Centro, e verificamos que é preciso estreitar este contacto, porque são os médicos de família que acompanham estes doentes durante a sua vida.”

De acordo com o especialista, apesar de já existir essa ligação e de a equipa do Centro "estar sempre disponível para esclarecer dúvidas junto dos médicos de família", é importante desenvolver muita formação. “É uma área muito recente na história da Medicina, daí que seja importante ter este tipo de ações para formação e esclarecimento de dúvidas”, considera o cirurgião.


Nuno Borges e João Pereira

Para João Pereira, coordenador do Centro de Tratamento de Cirurgia da Obesidade do CHLC, este curso é uma forma "de se evitar os mal-entendidos que ainda existem nesta área” e também uma forma de dar a conhecer o trabalho multidisciplinar da equipa:

“Queremos mostrar o nosso trabalho e como somos uma mais-valia no tratamento da obesidade, uma patologia que afeta 50% da população portuguesa." 

O programa está acessível aqui. A inscrição pode ser efetuada aqui.

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