Dr. Tomé Lopes, ex-presidente da APU: "O MF pode diagnosticar, acompanhar e iniciar o tratamento de algumas patologias urológicas"

Com o envelhecimento da população e uma maior informação, calcula-se que nos próximos anos haja um acréscimo de consultas no MF por problemas urológicos. De acordo com Tomé Lopes, “o MF pode diagnosticar, acompanhar e iniciar o tratamento de algumas patologias urológicas”.

O responsável adianta que as patologias urológicas mais frequentes nas consultas de Urologia são a hiperplasia benigna da próstata (HBP), a litíase urinária, a disfunção sexual, as disfunções miccionais (no homem e na mulher) e as doenças oncológicas do foro urológico – tumores do rim, da bexiga, do testículo, do pénis –, com especial realce para o cancro da próstata.

“Estudos internacionais sugerem que cerca de 60% dos homens entre os 60-70 anos têm HBP. No entanto, além desta doença nem sempre apresentar sintomatologia, o doente apenas necessita de tratamento quando provoca sintomas que o incomodam ou que sejam preocupantes para a sua saúde”, diz Tomé Lopes.

Entretanto, “anualmente, em Portugal, surgem cerca 3000-4000 novos casos de cancro da próstata e são registadas cerca de 1800 mortes devido a esta doença.”

Segundo o diretor do Serviço de Urologia do H. de Santa Maria, os urologistas dos hospitais e de outras instituições de saúde não conseguem dar uma resposta adequada aos doentes com patologia urológica, sobretudo nos hospitais, facto que resulta no aumento das listas de espera. Porém, “inicialmente, os doentes podem ser tratados pelos MF”, sendo que alguns casos mais complexos são encaminhados para os especialistas e outros problemas devem ser tratados desde o início pelo urologista.


APU empenhada na formação de clínicos gerais

Tomé Lopes admite que possam existir MF menos vocacionados para a área da Urologia, no entanto, considera, “há especialistas de MGF que já estão muito direcionados para a área da Urologia e já fazem um bom acompanhamento dos doentes”.

O ex-presidente da APU refere que já há algum trabalho desenvolvido nesta área. “Hoje em dia, já vimos muitos doentes com patologia do foro urológico a serem tratados inicialmente pelo MF”, um contacto que, afirma, “tem sido fundamental”. “A APU tem tido o cuidado de estabelecer uma ponte entre a MGF e a Urologia”, relata, indicando que têm sido publicadas diversas separatas sobre patologias urológicas dedicadas especificamente aos especialistas de MGF. Adicionalmente, a associação publica um jornal trimestral onde existe sempre um algoritmo de diagnóstico dirigido à MGF.

Têm sido também diversas as reuniões patrocinadas pela APU organizadas pelos hospitais e serviços de Urologia. “A APU está muito atenta a esta área. Os especialistas de MGF podem contar sempre com a associação para que esta ponte se mantenha e para aumentar os laços entre ambas as especialidades.”


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