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“É preciso continuar a divulgar as doenças vasculares, o seu impacto pessoal, social e económico”

José Fernandes e Fernandes, diretor do Serviço de Cirurgia Vascular do Hospital de Santa Maria (HSM) e professor da FMUL, preside a mais uma edição do Lisbon Vascular Forum. Em entrevista ao Jornal Médico, o cirurgião vascular fala, entre outras matérias, do “abismo” que separa a Cirurgia Vascular dos anos 60 da que é praticada atualmente. Apesar dos grandes progressos que se verificaram, defende que é necessário “continuar a divulgar as doenças vasculares, o seu impacto pessoal, social e económico”.

Entre os muitos temas abordados na entrevista, José Fernandes e Fernandes explica quais são os desafios primordiais nesta área, começando por afirmar que, "globalmente, creio que há, simultaneamente, um enorme esforço científico para compreender melhor os mecanismos causais do aparecimento das lesões vasculares e da sua progressão, para desenvolver novos fármacos que atuam sobre esses fatores e sobre a trombose intravascular, bem como um desenvolvimento tecnológico notável, que permite uma atuação reparadora da doença vascular, de forma efetiva, duradoura e muito menos invasiva."

Explica também que "continuamos a ter demasiadas roturas em doentes nos quais era desconhecida a presença de aneurisma", acrescentando que, em Portugal, "ainda haverá mais aneurismas e só um programa de rastreio estruturado nos centros de saúde incidindo sobre os grupos populacionais em risco poderá reduzir efetivamente a mortalidade desta doença. A Sociedade Portuguesa de Angiologia e Cirurgia Vascular patrocinou o levantamento do problema, a nossa prevalência é semelhante à de outros países europeus e é preciso agora passar à ação."

A 5ª edição do Lisbon Vascular Forum começou hoje e decorre até amanhã, sendo organizada pelo Serviço de Cirurgia Vascular do Hospital de Santa Maria (HSM) e  Instituto Cardiovascular de Lisboa (ICL). De acordo com José Fernandes e Fernandes, o evento tem dois objetivos fundamentais: em primeiro lugar, “contribuir para a atualização dos profissionais e facilitar o contacto direto com alguns dos protagonistas do desenvolvimento da Cirurgia Vascular”. Em segundo lugar, “discutir a experiência e submetê-la à crítica dos pares”, pois, afirma, “ esse é o grande instrumento de progresso e de desenvolvimento”.

Em debate estão os novos desenvolvimentos no tratamento da isquemia crítica dos membros inferiores, sobretudo o seu impacto na melhoria dos resultados terapêuticos e na doença carotídea. Além disso, estão a ser discutidos alguns desenvolvimentos que podem contribuir para uma maior eficácia na prevenção do AVC.



Podem ser consultadas várias fotos do 5th Lisbon Vascular Forum aqui.

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