56% da população portuguesa sofre de doença reumática

56% da população portuguesa tem sintomas ou doença reumática diagnosticada. Contudo, apenas 22% tem um diagnóstico final. “Pensamos que isto se deve ao infradiagnóstico destas doenças, à desvalorização a população e à má cobertura nacional”, afirma Jaime Branco, coordenador do EpiReumaPt/ReumaCensus, esta segunda-feira, durante a apresentação dos seus resultados, acrescentando que alguns dos inquiridos atribuem os sintomas à idade e a sinais de cansaço ou de esforço físico.

O projeto que permitiu determinar a prevalência destas doenças crónicas em Portugal, verificar a sua distribuição pelo país e identificar o peso socioeconómio, demonstra, ainda, que as mulheres são as mais afetadas por estas patologias, com uma prevalência de 64,1%, do que os homens, com 47,1%.

As pessoas destes problemas são apontadas como os doentes crónicos com pior qualidade de vida, sendo os que têm artrite reumatoide os que referem ter piores indicadores de qualidade.

A lombalgia é a doença reumática mais frequente, tanto nos homens como nas mulheres, com uma prevalência de 26,4%, seguindo-se a patologia periarticular com 15,8% e a osteoartrose do joelho.

Quanto ao facto destas entidades estarem, ainda, subdiagnosticadas em Portugal, o estudo demonstra que as regiões do interior são as que têm maior percentagem de casos por diagnosticar.

O número de internamentos, no último ano, é mais elevado entre os indivíduos com doença reumática, sendo também estes doentes crónicos que têm mais necessidade de apoio domiciliário.

O EpiReumaPT/ReumaCensus foi desenhado e realizado para responder a algumas questões do Programa Nacional Contra as Doenças Reumáticas e constitui-se como o maior estudo sobre estas patologias alguma vez realizado no nosso país. Este grupo de patologias representa um importante problema médico, social e económico nos países desenvolvidos e o seu impacto era, até agora, desconhecido na sociedade portuguesa.


Podem ser consultadas várias dezenas de fotografias do evento AQUI.

Imprimir