Ana Abreu doutorada com tese sobre o benefício do exercício em doentes com insuficiência cardíaca

Ana Abreu, cardiologista do Hospital de Santa Marta - Centro Hospitalar Lisboa Central (CHLC), apresentou, esta sexta-feira, na Nova Medical School – Faculdade de Ciências Médicas, a sua tese de doutoramento. Foi aprovada com “unanimidade, distinção e louvor”.



“Este momento representa a concretização de um projeto que implicou muito trabalho, tempo, dedicação e multidisciplinaridade”, afirmou, em declarações à Just News, acrescentando: “Estou muito orgulhosa, pois, acabei de receber a confirmação de que o trabalho é meritório e que os meus pares consideram que, academicamente, devo ter um grau que me permitirá continuar o meu trabalho de forma ainda mais motivada, dentro da área da investigação e não apenas no campo assistencial da Cardiologia.”




De acordo com Ana Abreu, o projeto que apresentou, intitulado “Benefício da terapêutica de treino de exercício intervalado de alta intensidade em doentes com insuficiência cardíaca, após terapêutica de ressincronização”, concretiza uma pesquisa que iniciou com membros da sua equipa, no âmbito da insuficiência cardíaca. “Neste momento, questiona-se se deveremos continuar com as modalidades tradicionais ou fazer esta substituição”, explicou.





A cardiologista contou que os resultados do trabalho mostram que a melhoria da qualidade aeróbia é significativamente superior no grupo de doentes que realizou o exercício; que os doentes que fizeram o exercício tiveram uma diminuição muito marcada do seu componente inflamatório sistémico, o que “é extremamente importante”; e que, do ponto de vista clínico, estes doentes passavam a ter uma menor gravidade de sintomas e melhoravam na sua sintomatologia.

“Face a isto, parece-nos ter todo o interesse realizar este tipo de treinos em doentes com insuficiência cardíaca, após a implantação da terapêutica de ressincronização, mesmo sabendo que esta vai melhorar o seu estado”, referiu.

“No fundo, provámos que existe um benefício adicional ao já existente com a terapêutica com dispositivo”, esclareceu Ana Abreu.



O Júri de doutoramento foi constituído por Fernando Nolasco (presidente) nefrologista e professor da Nova Medical School, José Silva Cardoso, ex-presidente da Sociedade Portuguesa de Cardiologia (SPC) e professor da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, Mário Oliveira, cardiologista e professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, Miguel Mota Carmo, cardiologista e professor da Nova Medical School, e Helena Santa Clara, professora de Fisiologia do Exercício da Faculdade de Motricidade Humana da Universidade de Lisboa.



Ana Abreu desenvolve a sua atividade enquanto cardiologista no CHLC, onde, desde 2004, é coordenadora do Programa de Reabilitação Cardíaca. Entre muitos outros cargos que assume em sociedades e associações nacionais e internacionais, a cardiologista é, também, coordenadora do Grupo de Estudo de Fisiopatologia do Esforço e Reabilitação Cardíaca da SPC e, desde 2010, professora auxiliar convidada da cadeira de Cardiologia da Nova Medical School. A especialista está envolvida em diversos trabalhos de investigação.


Ana Abreu com Miguel Mota Carmo e Helena Santa Clara, respetivamente, orientador e coorientadora da tese de doutoramento.


A família de Ana Abreu marcou, naturalmente, presença neste momento importante da cardiologista. 

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Doutoramento de Ana Abreu: benefício do exercício em doentes com insuficiência cardíaca




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