APPDH desmistifica mitos e lendas neste Dia Mundial da Drepanocitose

Assinala-se esta quinta-feira o Dia Mundial da Drepanocitose, uma doença que, em Portugal, afeta cerca de 600 doentes. De acordo com Manuel Pratas, presidente da Associação Portuguesa de Pais e Doentes com Hemoglobinopatias (APPDH), as atividades organizadas no âmbito da efeméride terão lugar este sábado e incidem muito na questão da dor, “o ponto fulcral da drepanocitose”. 

“As crises dolorosas são o que mais afeta quem sofre desta anomalia genética e hereditária”, afirma Manuel Pratas. E acrescenta: “Estas situações são graves, podem não limitar-se apenas à dor e provocar falência de órgãos.”

A APPDH vai realizar, às 11h00, no Museu da Cidade, uma tertúlia informal sobre dor, com a participação de Beatriz Gomes, responsável da Unidade de Dor da Hospital Garcia de Orta, em Almada. “Vamos tratar esta temática de maneira informal, tentando desmistificar os mitos e lendas que existem à volta do tratamento da dor.”

Posteriormente, será realizado um workshop sobre técnicas de alívio da dor, com a colaboração de Cristina Catana, responsável pelo Serviço de Psicologia do Hospital Garcia de Orta.

“As crianças vão mostrar através de recortes, desenhos e pinturas aquilo que a dor significa para elas e como lidam com a situação. Vamos debater como conseguem ultrapassar esta situação”, refere Manuel Pratas, mencionando que, por esta razão, o tema da sessão é “A relação da dor com os medos e fantasias – do corpo dolorido ao corpo criativo”.

Mais tarde, às 16h00, no Parque da Paz, irá realizar-se a “Hora do Conto”, onde será apresentado o livro infantil do escritor Duarte Pinheiro, cujas verbas revertem a favor da associação. “Vamos ler o conto a todas as crianças que estejam no parque. Poderão ainda fazer outras atividades como pinturas e recortes”, avança.

Paralelamente, e resultante de uma parceria com a K-med XXI, serão efetuados, entre as 15h00 e as 19h00, rastreios à população. O objetivo é, não apenas, lembrar e informar acerca da drepanocitose, mas também “tentar promover a saúde a toda a população”.

“Pretendemos marcar este Dia Mundial da Drepanocitose de uma forma mais alegre, divertida, interativa, desmistificando determinadas situações que ainda existem”, afirma Manuel Pratas.

De acordo com o nosso entrevistado, a APPDH tenta sempre, nestes dias, que a divulgação e o conhecimento destas patologias seja o maior possível. “O objetivo é que as pessoas comecem a ganhar consciência que existem, que são doenças silenciosas hereditárias e que vão passando de geração em geração sem qualquer manifestação”.

“É muito importante que se façam rastreios e que os médicos dos cuidados de saúde primários tenham essa sensibilidade nestas patologias, principalmente nas áreas de maior prevalência, que em Portugal vão desde Coimbra ao Algarve, com maior incidência no Alentejo, Algarve e Grande Lisboa”, conclui.

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