Artur Condé foi reeleito presidente do Colégio da Especialidade de ORL da Ordem dos Médicos

“A extinção do Ano Comum na formação em Medicina obriga a mudanças para evitar a entrada quase imediata na especialidade”, alerta o otorrinolaringologista Artur Condé, que foi agora reeleito para um segundo mandato (2015 – 2018) à frente do Colégio da Especialidade de ORL da Ordem dos Médicos.

“Uma das nossas principais preocupações atuais é a extinção do Ano Comum quando se acaba a formação universitária, o que leva os internos a entrarem quase diretamente na especialidade”, refere Artur Condé, reeleito para um segundo mandato à frente do Colégio da Especialidade de ORL da Ordem dos Médicos. Para este especialista, “face a esta situação, é necessário requalificar a organização da formação médica, a fim de se melhorar a qualidade médica”.

Outra questão que continua a “gerar muita apreensão” é a falta de contratação de especialistas em ORL. “O Serviço Nacional de Saúde não está a contratar novos profissionais, o que leva médicos com mais de 55 anos a fazer urgências, porque, caso contrário, não se conseguiria prestar os melhores cuidados aos doentes.” Artur Condé sublinha que “este trabalho é feito de forma voluntária, o que demonstra o profissionalismo destes médicos”.

Outro problema é a falta de emprego no SNS para os jovens que saem da faculdade. “Inevitavelmente, serão ‘desviados’ para o privado, acabando por se pôr em causa a acessibilidade da população a esta especialidade médica tão essencial, principalmente numa sociedade envelhecida”, sublinha Artur Condé.

E acrescenta: “Existem zonas do país que não têm serviços de ORL, principalmente algumas de Trás-os-Montes, Beiras e Alentejo. Relembro ainda que a Covilhã, uma cidade universitária, é uma das regiões onde não se tem acesso, no SNS, a esta especialidade.”

Deixando uma mensagem a todos os otorrinolaringologistas, “especialmente aos mais novos”, Artur Condé sublinha que “todos os profissionais de ORL devem pugnar pela afirmação da especialidade e evitar que o intenso trabalho diário os afaste da formação contínua, tão importante para a atualização de conhecimentos”.

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