Associação traça o retrato da Enfermagem Oncológica no país

A Associação de Enfermagem Oncológica Portuguesa (AEOP) desenvolveu o estudo “Enfermagem Oncológica em Portugal”, que analisa hospitais públicos e privados com valências de oncologia e determina o número de enfermeiros oncológicos a trabalhar em todo o território nacional. O estudo vai ser apresentado durante a Reunião Nacional da AEOP, dia 22 maio, em Monte Real.


Jorge Freitas, vice-presidente da Associação de Enfermagem Oncológica Portuguesa, explica que, “através deste estudo, é-nos possível caracterizar a Enfermagem Oncológica em Portugal, identificando o número de profissionais nesta área, onde se encontram, a sua experiência e as atividades que desempenham. Neste momento, temos um total de 1.681 enfermeiros oncologistas, dos quais 1.183 trabalham no Instituto Português de Oncologia e 498 nos restantes hospitais".

"As principais conclusões, que na maioria resultam do contacto a hospitais públicos, mostram que a maioria dos enfermeiros oncologistas têm menos de 20 anos de atividade (85%) e desempenham as suas funções em cerca de 2 Unidades/ Serviços. O número mais significativo destes profissionais está alocado a Unidades Clínicas, principalmente na Oncologia Médica, Hospital de Dia e Quimioterapia. A cidade de Lisboa tem um maior número de enfermeiros de oncologia (150)”, esclarece Jorge Freitas.

De forma a caracterizar-se a Enfermagem Oncológica em Portugal, foi realizada uma listagem exaustiva de todos os hospitais Nacionais, públicos e privados, de acordo com a informação disponível no Portal da Saúde – 123 hospitais. Foram contactados 97 Hospitais Nacionais, públicos e privados, tendo sido possível obter informação relativamente a 60 Instituições (61,9%) .

O estudo decorreu em hospitais de 7 regiões do país – Norte, Centro, Lisboa, Sul, Região Autónoma dos Açores e Região Autónoma da Madeira.  

"Com este estudo, a AEOP ganha mais uma ferramenta que auxilia a definição de estratégias de abordagem mais abrangentes, com vista à dinamização e uniformização da enfermagem oncológica em Portugal”, finaliza o vice-presidente.

Imprimir