«Big data» em saúde: reforçar «interligações entre o conhecimento científico e tecnológico»

António Vaz Carneiro, diretor do Centro de Estudos de Medicina Baseada na Evidência (CEMBE) da Faculdade de Medicina de Lisboa (FMUL), é um dos vários oradores convidados da Conferência que se realiza amanhã, segunda-feira, sobre a gestão de grandes quantidades de informação em saúde.

A iniciativa, intitulada "Big Data e Avaliação de Impacto em Saúde", realiza-se no âmbito da Rede Temática Interdisciplinar da Saúde (redeSAÚDE) da Universidade de Lisboa. Agendada para as 15h30, decorrerá no Instituto de Geografia e Ordenamento do Território (IGOT) da Universidade de Lisboa (Sala de Conferências). 

O debate, moderado por Eduarda Marques da Costa (IGOT), conta também com a intervenção de Alexandre Francisco (INESC-ID, IST), Paulo Morgado (CEG, IGOT) e Rui Portugal (FM, DGS) como oradores, moderados por Eduarda Marques da Costa (IGOT). 

A iniciativa contempla ainda um espaço para debate, "onde os presentes serão convidados à troca de conhecimentos, discussão académica e reforço das interligações entre o conhecimento científico e tecnológico".

A entrada é livre, estando "condicionada à comunidade académica da ULisboa e parceiros". A inscrição pode ser efetuada aqui.

"A biblioteca tem agora outra função"



Em entrevista à Just News, publicada na última edição de LIVE Medicina Interna, e a propósito da sua experiência como professor bibliotecário, António Vaz Carneiro é questionado sobre o que mudou no conceito de biblioteca nos últimos anos.

Na sua opinião, "já não precisamos da biblioteca do ponto de vista físico, visto que toda a informação que existia em papel existe agora em formato digital, pelo que, em bom rigor, já nem é necessário ir à biblioteca com o sentido de buscar informação, bastando aceder por wireless aos recursos disponíveis".

Salienta também que "qualquer pessoa com o iPhone está ligada e acede", sendo que a biblioteca tem hoje em dia outra função:

"Disponibilizar as fontes de informação e fazer um trabalho de síntese de conhecimento, porque a informação é diferente do conhecimento e, portanto, o papel das bibliotecas modernas é não tanto dar o máximo de acesso às fontes de informação originais (mundo das bases de dados biomédicas) como ensinar as pessoas a fazer essas pesquisas e a interpretar e equacionar esta informação."

António Vaz Carneiro deixa a reflexão: "como é que, individualmente, as pessoas conseguem lá chegar, como é que os médicos conseguem ir buscar a informação de que precisam no momento em que estão com o doente". E sublinha: "Hoje, a biblioteca passou a ser um espaço de convívio e uma sala de leitura e de convívio!".

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