Medicina Interna dos Hospitais Distritais: vontade em «fazer acontecer coisas novas»

Depois do Centro Hospitalar Baixo Vouga, é a vez do Centro Hospitalar do Oeste (CHO) ficar responsável pela Reunião Nacional do Núcleo de Medicina Interna dos Hospitais Distritais (NMIHD), que decorre nos dias 25 e 26 de outubro.

A organização do evento, que tem lugar no Centro de Congressos de Caldas da Rainha, cabe ao Departamento de Medicina, dirigido por Rosa Amorim.

Em entrevista à Just News, Rosa Amorim começa por lembrar que o NMIHD é uma associação de internistas que desenvolve a sua atividade em hospitais anteriormente designados por distritais, organizando periodicamente uma reunião Nacional.

Desde que a Instituição passou a Centro Hospitalar do Oeste, em 2012, é a primeira vez que o Departamento de Medicina está envolvido na organização desta reunião. No entanto, em 2003, decorreu em Peniche a 10.ª Reunião Nacional do Núcleo, cuja organização esteve a cargo dos Hospitais de Caldas da Rainha, Torres Vedras, Alcobaça, Peniche e Leiria, ou seja, os hospitais do Oeste já estiveram antes envolvidos na organização da reunião.


Rosa Amorim

“E a Oeste, o que há de novo?”

Segundo a médica, esta é uma reunião médica com particular importância para a Medicina Interna, o que “muito se traduz pelo elevado número de participantes que a reunião tem vindo a captar”.

A 26.ª edição do evento nasceu com o lema “E a Oeste, o que há de novo?”, parafraseando “A Oeste, nada de novo”, porque, conforme refere, “a Comissão Organizadora está muito empenhada em fazer acontecer coisas novas”.

Os principais objetivos são, de acordo com a médica, “a atualização de conhecimentos, em várias áreas científicas no âmbito da especialidade e a partilha de conhecimentos e de vivências clínicas e humanas”.

Em debate estarão os temas “Reversão da Anticoagulação”, “a Medicina Interna e Autoimunidade”; e as “Vias Verdes: AVC e Coronária”. Haverá espaço também para uma mesa-redonda “muito atual” sobre proteção de dados e confidencialidade do processo clínico e para a uma homenagem à cidade anfitriã, com uma conferência intitulada “O Bordalo e a Sexualidade”.



“A escolha das temáticas foi no sentido de revisitar temas atuais e abordar outros que consideramos de elevado interesse na nossa prática clínica”, menciona.

A formação médica é uma preocupação constante deste Núcleo, salienta a especialista. Nesse sentido, serão realizados quatro cursos pré-congresso: Suporte Avançado de Vida, Ventilação Não Invasiva, Hiperglicemia no Internamento e Dor.

Além disso, e como vem sendo habitual, tem vindo a ser dada especial importância à apresentação e discussão de comunicações livres e pósteres.

São 12 os elementos da Comissão Organizadora (quatro especialistas e oito internos de formação específica), seis da Unidade de Medicina Interna de Caldas da Rainha, coordenada por Rosa Amorim, e seis da Unidade de Torres Vedras.


Equipa das Caldas da Rainha: Ana Valada, Ana Corte Real, Rosa Amorim, Ana Rodrigues (ausentes na foto: Vania Junqueira, Joana Carneiro)

"Proporcionar cuidados de saúde de excelência”

O Departamento de Medicina do CHO possui três unidades de internamento: Caldas da Rainha com 33 camas, Peniche com 24 a 27 (consoante as necessidades) e Torres Vedras com 61 camas.

Rosa Amorim, que dirige o Serviço de Medicina de Caldas da Rainha desde 2008, é diretora do Departamento de Medicina do CHO desde 2013. A médica adianta à Just News que nos primeiros 6 meses de 2019 foram tratados 3.150 doentes e fizeram-se 10.553 consultas, das quais 2.022 primeiras e 8.531 subsequentes.


Equipa de Torres Vedras: Mariana Guerra, Manuel Martins, Inês Antunes, Fabiana Pimentel, Sérgio Borges (ausente na foto: Mónica Mata)

Além da Consulta de Medicina Geral, o Departamento realiza consultas temáticas de Diabetes, Diabetes Gestacional, Doenças Autoimunes, HTA e fatores de risco, Imunodepressão e Oncologia.

Iniciou, igualmente, desde o início de junho, a Hospitalização Domiciliária com cinco camas em Caldas da Rainha e cinco em Torres Vedras.

A equipa é constituída por 29 especialistas, dos quais três assistentes seniores, nove assistentes graduados e 17 assistentes. Tem, ainda, 25 internos do Complementar em formação.

Segundo Rosa Amorim, no momento, os desafios passam por “proporcionar cuidados de saúde de excelência à população que o Departamento serve, mantendo bons índices assistenciais, tentando inovar, e formar novas gerações de internistas”.


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