Cardiologia de Intervenção brasileira reforça cooperação com Portugal

A Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista (SBHCI) pretende apostar mais no intercâmbio com a Associação Portuguesa de Cardiologia de Intervenção (APIC). A vontade foi manifestada por Helio Roque Figueira, presidente da SBHCI durante a 5.ª Reunião da APIC, que terminou esta manhã.

“Já tivemos uma primeira reunião de trabalho com a APIC, na qual foram delineados alguns interesses em comum, especialmente em relação aos registos de doença coronária, que em Portugal estão mais avançados do que no Brasil”, afirmou o responsável.

Helio Roque Figueira sublinhou ainda o desejo de estabelecer um intercâmbio de jovens cardiologistas de intervenção entre Portugal e Brasil. “No Brasil temos grandes centros de referência, com volumes de procedimentos muito altos”, disse, desenvolvendo que em Portugal existem 70 a 100 cardiologistas de intervenção e no Brasil são cerca de 1000.

Na opinião do presidente da SBHCI, a Cardiologia de Intervenção talvez seja a especialidade médica que mais se desenvolveu nos últimos anos e continua a apresentar “novas” e “surpreendentes” tecnologias a cada ano, o que obriga a “uma luta constante na aquisição e implementação dessas novas tecnologias, seja no âmbito da saúde suplementar, seja no Sistema único de Saúde”.

Depois de ter participado ontem no primeiro Simpósio Ibero-Americano, Helio Roque Figueira afirmou: “Esperamos ser este o primeiro de uma série de encontros que certamente realizaremos em conjunto.”

Além da SBHCI e da APIC, este simpósio envolveu a associação homóloga espanhola, Sección Hemodinámica de la Sociedad Española de Cardiología, representada pelo seu secretário-geral, José Ramon Rumoroso.


Podem ser consultadas várias dezenas de fotografias da 5ª Reunião Anual da APIC aqui.

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