Centro Hospitalar Lisboa Ocidental comemora 10.º aniversário e incentiva à investigação

Com menos 362 médicos especialistas e com um número insuficiente de enfermeiros, o balanço de 10 anos do Centro Hospitalar Lisboa Ocidental (CHLO) é positivo, garante Maria João Pais, presidente do Conselho de Administração. A cerimónia de aniversário, que teve a presença do ministro da Saúde, incluiu a entrega da 1.ª edição do “Prémio de Investigação Clínica Dr. Carlos Lima”.

Maria João Pais realçou que, “sem pôr em causa a qualidade dos cuidados prestados, o CHLO conseguiu reduzir drasticamente os custos operacionais, apesar das limitações orçamentais, desde a sua criação, há 10 anos”.

A responsável fez um balanço do trabalho do CHLO desde que, em 2005, se verificou a junção dos hospitais de S. Francisco Xavier, Egas Moniz e Santa Cruz, “com história, cultura e vocação diferentes”, mas que “se adaptaram à mudança, transformando-se num centro hospitalar de grande dimensão, em rede com outras instituições”.



Maria João Pais referia-se à aposta na articulação com os cuidados de saúde primários (CSP), mas também ao apoio que tem sido dado, mais recentemente, ao Hospital Dr. Fernando da Fonseca e a outras colaborações que já existem há algum tempo, nos casos do Hospital de Cascais Dr. José de Almeida e do Hospital Sant’Ana.

Nos últimos 2 a 3 anos, a presidente do Conselho de Administração destacou ainda a aposta na investigação. “Com a criação do Departamento de Investigação Clínica, temos, atualmente, 96 estudos, dos quais 52 são ensaios clínicos de fases II e III e 44 são estudos sem intervenção.” No âmbito deste departamento, também têm sido organizados cursos sobre temáticas importantes para o trabalho dos investigadores.



Olhando para os próximos 10 anos, Maria João Pais acredita que devem passar pela adequação dos recursos humanos. “Temos capacidade para produzir mais, mas, para isso, precisamos de mais profissionais”, salientou.

A melhor prova de que há vontade em fazer mais está nos projetos que já começaram a dar os primeiros passos: “Os serviços de Medicina Interna querem apostar na Medicina Interna de ligação, existindo já, no Hospital S. Francisco Xavier, um programa de gestão de doentes geriátricos na Ortopedia, sob a alçada do Dr. Luís Campos.”

Manter a articulação com os CSP, aumentar o número de centros de referência, integrando-os em redes europeias, apostar na acreditação de serviços, no incremento da telemedicina e dos centros de responsabilidade integrados são outras áreas a ter em conta na próxima década.

Ter um hospital sem papel e um único espaço para os três hospitais do CHLO é outro sonho de Maria João Pais.


Rita Pérez.

Após uma visita pelos 10 anos do CHLO, Rita Pérez, diretora clínica, proferiu algumas palavras sobre o “Prémio de Investigação Clínica Dr. Carlos Lima”: “É o primeiro ano em que temos este prémio, que vai incentivar os jovens para a investigação e que vai perpetuar o nome e o trabalho do neuropatologista Carlos Lima, um investigador nato.”

Quem acabou por o entregar foi o ministro da Saúde, Adalberto Campo Fernandes. O vencedor, conhecido apenas na cerimónia, foi Marcelo Mendonça, que realizou um estudo transversal sobre a associação de sintomas depressivos em doentes com enxaqueca.



O ministro da Saúde teve ainda tempo para dirigir algumas palavras aos profissionais do CHLO. “10 anos são muito tempo na vida de uma pessoa, mas muito pouco na vida de uma instituição e o CHLO conseguiu crescer e desenvolver-se num quadro de estabilidade e de ausência de ruído”, afirmou.

Elogios que não se ficaram por aqui. Adalberto Campo Fernandes mencionou ainda que, “apesar das dificuldades, ansiedades e frustrações próprias destas mudanças”, o CHLO faz um balanço positivo, “muito graças aos seus profissionais e aos membros do Conselho de Administração, que perceberam como calibrar e gerir o capital humano”. 






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