Centro Materno-Infantil do Norte vai ter consultas de Otorrinolaringologia ainda em 2019

O Centro Materno-Infantil do Norte (CMIN) deverá arrancar com as consultas de Otorrinolaringologia até ao final do ano. Estas serão asseguradas por especialistas de ORL do Hospital de Santo António, informa a diretora do Serviço, Cecília de Almeida e Sousa.

Na verdade, os otorrinolaringologistas do Centro Hospitalar Universitário do Porto (CHUP), que integra aquelas duas unidades, já se deslocam com frequência ao CMIN.

“Com exceção da cirurgia de ambulatório, todas as intervenções que  exigem mais de 24 horas de internamento são feitas no CMIN e também damos apoio, por exemplo, na área dos cuidados intensivos, acorrendo a todo o tipo de solicitações”, explica Cecília de Almeida e Sousa, em declarações à Just News.

O acompanhamento de toda a patologia pediátrica do foro da otorrino já é assegurado por estes especialistas, sendo que, de acordo com a médica, aquela “representa uma percentagem muito grande nos primeiros anos de vida, cerca de 70% de todas as patologias”. Com o arranque das consultas no CMIN, “os pais deixam de ter de se dirigir com as crianças ao Santo António”.


Caldas Afonso e Cecília de Almeida e Sousa

Caldas Afonso, diretor do CMIN, não hesita em afirmar que “quem tem que se deslocar são os profissionais e não as crianças”. E acrescenta considerar ser a realização das consultas de ORL naquele Centro “uma mais-valia, na lógica da razão da existência de uma instituição com estas características”.

Com efeito, “tudo o que é atividade assistencial na idade pediátrica deve ser feito num ambiente pediátrico, sendo esta a razão de ser do CMIN”.

O responsável, que não abdica de continuar a exercer pediatria, esclarece que, “neste momento, temos muito poucas situações em que isso ainda não é possível, o que tem que ver, fundamentalmente, com a necessidade de aquisição de equipamentos”. É o caso da Otorrinolaringologia e também da Oftalmologia, em que a existência de consultas obriga a dispor de “equipamentos que, do ponto de vista financeiro, têm significado”.

Com uma equipa que inclui duas dezenas de especialistas e seis médicos internos, Cecília de Almeida e Sousa, que há 15 anos dirige o Serviço de ORL do CHUP, revela que “alguns colegas têm ido embora, sendo, neste momento, a não abertura de vagas o seu maior problema”.



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