Challenge DPOC apoia médicos de família na «interpretação da espirometria»

Com o intuito de sensibilizar os especialistas de Medicina Geral e Familiar (MGF) para a importância do diagnóstico precoce e do tratamento adequado dos doentes com doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC), realizou-se há dias em Sesimbra a 3.ª sessão do Challenge DPOC 2017.

“Capacitar e habilitar o especialista em MGF"

Rui Costa, coordenador do Grupo de Estudos de Doenças Respiratórias (GRESP) da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF) é um dos responsáveis pela organização do programa científico e formativo desta iniciativa, que tem o patrocínio logístico do laboratório Menarini Portugal.

Tendo tido a sua primeira edição em 2016, o projeto inclui a realização de três reuniões por ano, nas zonas Norte, Centro e Sul de Portugal. Em 2017, as ações de formação tiveram lugar em Aveiro, Figueira da Foz e, agora, em Sesimbra, mobilizando, no total, perto de duas centenas de médicos de família.


Eurico Silva, Paula Pinto e Rui Costa

De acordo com Rui Costa, o Challenge DPOC tem como grandes objetivos “capacitar e habilitar o especialista em MGF para o diagnóstico, abordagem e tratamento da DPOC, no manuseamento dos vários dispositivos inalatórios e treino da técnica inalatória e na interpretação da espirometria”.



Volume de ar expirado

Em declarações à Just News, o coordenador do GRESP frisa que a espirometria “assume uma importância capital no diagnóstico da DPOC”. Segundo refere, "a espirometria com prova de broncodilatação com um valor de FCV/FEV1<70% pós broncodilatação é obrigatória para se fazer o diagnóstico de DPOC".

Ou seja, no processo de diagnóstico da doença, é importante confirmar se o volume de ar que o paciente é capaz de expirar no 1.º segundo da expiração forçada (FEV1) após broncodilatação é inferior a 70% do volume total de ar que o paciente forçadamente pode expirar numa respiração (FCV).



Formação com "participação ativa dos médicos"

O modelo formativo adotado tem sido eminentemente prático, interativo "e com envolvimento e participação ativa dos médicos presentes", com o objetivo de satisfazer e aprofundar as suas necessidades formativas na área da gestão do doente com DPOC na vida real.



Nas sessões Challenge DPOC, Rui Costa tem assegurado a apresentação do tema “DPOC: diagnóstico, avaliação e diagnóstico diferencial” e a dinamização de uma oficina intitulada “A interpretação da espirometria”.



Paula Pinto, pneumologista do Centro Hospitalar Lisboa Norte e professora da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, e Eurico Silva, especialista de MGF na USF João Semana, em Ovar, têm assumido, em conjunto com Rui Costa, a responsabilidade da organização do programa científico e formativo. A primeira tem tido a seu cargo a abordagem do tema “DPOC: tratamento”. O segundo tem dinamizado uma oficina sobre “Dispositivos inalatórios”



“DPOC na vida real”

Tal como nas reuniões anteriores, também em Sesimbra foram apresentados alguns casos clínicos, num momento intitulado “DPOC na vida real”, dinamizado por Rui Costa e Paula Pinto.

A iniciativa Challenge DPOC destina-se a médicos de família interessados e motivados na gestão da DPOC, com vista a melhorar a abordagem, diagnóstico, classificação, tratamento e seguimento de doentes com este problema na prática clínica diária.


Eurico Silva, Paula Pinto, João Monteiro (Menarini Portugal) e Rui Costa



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