Diagnóstico Pré-Natal: APDN passa a integrar Federação de Sociedades de Obstetrícia e Ginecologia

A Associação Portuguesa de Diagnóstico Pré-Natal (APDPN) integra, desde o passado dia 30 de janeiro, a Federação das Sociedades Portuguesas de Obstetrícia e Ginecologia (FSPOG). 

Em declarações à Just News, Álvaro Cohen, presidente da APDPNsublinha as mais-valias deste passo há muito desejado e no “peso importante” que pode ter na luta por um diagnóstico pré-natal de qualidade.

Foi no decorrer da assembleia geral que levou à eleição de Diogo Ayres de Campos como presidente da FSOPG que foi também aprovada a integração da APDPN como "uma associação de relevo na área da saúde sexual e reprodutiva da Mulher".

Para o presidente, Álvaro Cohen, uma das vantagens tem a ver com a marcação de reuniões científicas. “A FSPOG tem um papel importante ao evitar a sobreposição de eventos e iniciativas das diferentes sociedades, o que é essencial em termos de formação e atualização de conhecimentos”, aponta.


Álvaro Cohen

"É  possível ter mais voz "

Todavia, os benefícios vão mais longe, nomeadamente, na chamada de atenção, a nível nacional, de algumas problemáticas da área do diagnóstico pré-natal. E dá um exemplo:

“Há algum tempo que lutamos pela mudança da legislação referente à interrupção voluntária da gravidez por causa fetal, na medida em que, face aos avanços da Medicina, deixou de fazer qualquer sentido que esta seja permitida apenas até às 24 semanas.""

De acordo com o especialista, "as 32 semanas seriam uma boa solução de compromisso e, estando na FSPOG, é possível ter mais voz em relação a este problema.”

Um conhecimento regional para melhor identificar "necessidades e carências"

Além desta causa, realça ainda a necessidade de se reativarem as comissões regionais que auditam os centros de diagnóstico pré-natal, como era comum há uns anos.

Na sua opinião, “seria uma forma de estar a par da realidade destes locais, das suas necessidades e carências, permitindo estabelecer uma hierarquia de cuidados e referenciação nesta área.”

E acrescenta: “Este passo seria muito importante para uma formação com mais qualidade e rigor de profissionais que se dediquem à Medicina Fetal e à prática de Ecografia Obstétrica  Diferenciada.”

Comemorar os 25 anos da APDPN "quando a pandemia o permitir"

Álvaro Cohen está há quatro anos à frente da APDPN, mais um ano do que é habitual, por causa dos constrangimentos da pandemia, que levaram a adiar a Assembleia Geral e a eleição de uma nova direção.

Também adiado fica o evento que marcaria os 25 anos da Associação. Contudo, o médica assegura que a data será devidamente assinalada "quando a pandemia o permitir". E, até lá, "fica a boa notícia de integrarmos a FSOPG.”


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