Diagnóstico e tratamento: cancro da próstata é «um desafio» para os urologistas

“Face a uma maior prevalência dos casos de cancro da próstata, o principal desafio dos médicos urologistas é aumentar a capacidade de diagnóstico e de tratamento dos doentes, proporcionando-lhes mais qualidade de vida”, segundo Nélson Menezes, diretor do Serviço de Urologia do Hospital Garcia de Orta (HGO) e presidente do 1.º Simpósio de Urologia Oncológica.

O evento, que decorre até este sábado na Costa da Caparica, tem como tema central “Cancro da próstata – Presente e futuro”.

O simpósio envolve os serviços de Urologia, Medicina Nuclear, Oncologia e Anatomia Patológica do HGO e também o de Radioncologia do Centro Hospitalar Barreiro/Montijo (CHBM). “São os serviços mais ligados ao diagnóstico e tratamento das patologias oncológicas em Urologia”, esclarece Nélson Menezes, salientando que a Radioncologia do CHBM “participa nas reuniões multidisciplinares no HGO, onde não temos esta especialidade”.



Falando sobre a temática central do evento, o médico destaca, em declarações à Just News, as várias inovações na área do cancro da próstata, nomeadamente no mais avançado. “Atualmente, temos um conjunto de fármacos que melhoram a qualidade de vida nos casos incuráveis, contribuindo mesmo para uma maior sobrevida, que se pode traduzir em mais meses ou até mais anos de vida”, salientou o diretor de Urologia do HGO.

Relativamente ao diagnóstico, Nélson Menezes afirma que o principal desafio dos profissionais que lidam com esta doença é o possível sobrediagnóstico e sobretratamento. “Com os conhecimentos e as técnicas que temos, hoje em dia, acabamos por detetar alterações pouco significativas que podem não necessitar de uma intervenção no imediato, sendo preciso saber quando iniciar o tratamento”, refere.



Neste simpósio, Nélson Menezes contou com a participação, na sessão de abertura, de Calais da Silva, coordenador do Grupo Português Geniturinário, Luís Abranches Monteiro, presidente da Associação Portuguesa de Urologia (APU), Pedro Canas da Silva, da Ordem dos Médicos, e Luís Antunes, em representação do Conselho de Administração do HGO.

Todos salientaram a importância do evento na partilha de conhecimentos. O presidente da APU referiu mesmo que se trata de um evento “ao mais altíssimo nível” e “a APU tem muito a agradecer a estes eventos locais que envolvem a Urologia portuguesa e as especialidades parceiras”.

O simpósio contou com o patrocínio científico da APU, do Grupo Português Geniturinário e da Ordem dos Médicos.

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