Federação Europeia de Medicina Interna: Reunião em Lisboa sobre a qualidade dos cuidados prestados

A primeira reunião da Comissão de Qualidade e Assuntos Profissionais da Federação Europeia de Medicina Interna (European Federation of Internal Medicine - EFIM), presidida por Luís Campos, realizou-se recentemente em Lisboa. No encontro foram definidas as áreas prioritárias de atuação para os próximos tempos.

Em declarações à Just News, o presidente da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI) explicou que esta Comissão tem como objetivo contribuir para uma maior reflexão sobre os desafios que a Medicina Interna enfrenta na melhoria da qualidade aos doentes que tem de tratar.

Pretende, também, fazer formação no seio desta especialidade e produzir artigos que representem reflexões e recomendações importantes para a Medicina Interna europeia, da responsabilidade da EFIM ou em conjunto com outras sociedades em áreas da Medicina Interna.



Luís Campos revelou que nesta reunião se decidiu que a reflexão sobre a importância do papel do internista no hospital e a síndrome de Burnout serão duas questões prioritárias.

A medicina ambulatória e, em particular, a importância de desenvolver formas inovadoras de prestação de cuidados no hospital direcionadas para o ambulatório, que ofereçam alternativas ao internamento mais adequadas e eficientes a diversas tipologias de doentes, é outro dos assuntos que vai merecer a atenção da Comissão.



Por outro lado, a integração de cuidados será mais uma das áreas prioritárias, pretendendo-se refletir sobre “a necessidade da existência de um maior envolvimento em programas que melhorem a continuidade de cuidados aos doentes crónicos e a articulação entre hospitais, cuidados primários, continuados e paliativos e a assistência social”.

A Comissão é, atualmente, constituída por 15 elementos provenientes de treze países, entre os quais Itália, Espanha, Alemanha, Suíça, Rússia, Eslováquia, Eslovénia, Letónia, França, Turquia e Roménia. “As pessoas que fazem parte da Comissão são opinion leaders na área da Medicina Interna e da organização dos cuidados”, referiu Luís Campos.

No seu entender, “esta interação promete ser interessante para todos os países, porque é uma troca de experiências e isso é muito importante numa especialidade com diferentes modelos, mas também porque permite produzir recomendações europeias em matérias de grande relevância para o futuro da Medicina Interna na Europa”.


Xavier Corbella, Francesco Dentali, Carmen fierbinteanu-braticevici, Evija Livcane, Luís Campos, Thomas Hanslik, Evert-Jan De Kruijf e Vasco Barreto.

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