Auxiliares de Ação Médica: «Fomos a família dos doentes covid e o elo de ligação à família»

“Fomos a família dos doentes covid e o elo de ligação à família.” As palavras são de Vanda Monteiro, auxiliar de ação médica (AAM) do Hospital Beatriz Ângelo (HBA), em Loures, que falou à Just News no âmbito do 4.º Simpósio de AAM.

Após um ano de interregno por causa da pandemia, o evento realizou-se no passado dia 28 de maio, apenas com AAM do Hospital.



O auditório do HBA costuma encher quando é o simpósio dos AAM, mas este ano, a covid-19 impediu a lotação do espaço. Uma das intervenções foi de Vanda Monteiro e de Leonor Costa, ambas AAM no Internamento de Infeciologia, que contaram como foi receber os primeiros doentes covid ainda numa altura que se sabia muito pouco sobre este coronavírus.


Vanda Monteiro e Leonor Costa

Entre o medo e o desconhecimento, manteve-se o sentimento de cuidar. “Precisavam de nós e, como sempre, estivemos disponíveis para trabalhar em conjunto com médicos e enfermeiros e para ajudar quem estava infetado e sem visitas”, explica Vanda Monteiro.


Alguns são oradores, outros da Comissão Organizadora do 4.º Smpósio de AAM. Todos são auxiliares de ação médica

"Muitos ficaram infetados nos primeiros tempos"

A AAM realça que o último ano e três meses tem sido de “grande aprendizagem diária”, já que, excetuando algumas noções iniciais sobre coronavírus e contágio, ninguém sabia muito bem com o que se estava a lidar.

“Tínhamos muito medo de levar o vírus para casa e também temíamos pela nossa saúde. Muitos ficaram infetados nos primeiros tempos, apesar de todos os cuidados e isso provocou uma grande angústia”, acrescenta Leonor Costa.



"Felizmente, nunca se perdeu o espírito de equipa"

O impacto psicológico foi realmente forte, muito por causa da exaustão e das horas dentro de um fato quente. “Passámos fome, sede, não podíamos ir à casa de banho… Felizmente, nunca se perdeu o espírito de equipa e ajudávamo-nos uns aos outros”, sublinha.

A interajuda foi multiprofissional, como fez questão de salientar Vanda Monteiro. “Infelizmente, somos uma profissão pouco valorizada, mesmo neste tempo de pandemia, mas no HBA nunca sentimos isso e quer agora como anteriormente sempre fomos bem integrados na equipa multidisciplinar.”


Artur Vaz

Na sessão de abertura do evento estiveram presentes Artur Vaz, administrador executivo do HBA, Edgar Almeida, diretor clínico, e Teresa Simões, enfermeira diretora.

Artur Vaz salientou o papel dos AAM num hospital, enfatizando que são “peça essencial, agentes indispensáveis”. O responsável mencionou ainda que “apenas uma boa articulação entre os vários grupos profissionais permite ter cuidados de saúde de qualidade”.


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