Fundação Portuguesa de Cardiologia comemora 35º aniversário e oferece rastreios gratuitos

No âmbito das comemorações dos seus 35 anos, a Fundação Portuguesa de Cardiologia (FPC) promoveu, na passada sexta-feira, a realização de rastreios gratuitos. A população de Lisboa, Porto, Coimbra e Funchal pôde, assim, efetuar a avaliação da tensão arterial, o doseamento do nível de glicemia no sangue, a medição do peso e da altura para calcular o índice de massa corporal e a medição do perímetro abdominal. A Fundação prestou ainda aconselhamento nutricional e entregou diverso material didático a todos os interessados.

A FPC, presidida por Manuel Carrageta, foi criada a 7 de novembro de 1979, com a principal missão de promover a prevenção, o tratamento e a reabilitação das doenças cardiovasculares (DCV) e dos acidentes vasculares cerebrais (AVC) em todas as idades.

“As DCV são o maior problema de saúde pública, em Portugal”, lembra Manuel Carrageta, em comunicado, acrescentando que a FPC é uma instituição de utilidade pública, de âmbito nacional, que visa fomentar a prevenção e a promoção da saúde.

A importância das DCV é enorme, se tivermos em conta que, em Portugal, só no último ano, de um total de 100 mil óbitos que ocorreram, cerca de 35 mil mortes foram por DCV, das quais se estima que cerca de 20 mil sejam devidas a AVC e mais de 10 mil enfartes do miocárdio. No seu conjunto, estas doenças são responsáveis por mais de um terço de toda a mortalidade da população portuguesa.

“Sem dúvida que a prevenção é um dos caminhos pelo qual o Serviço Nacional de Saúde deverá enveredar, não só para evitar o sofrimento humano causado pela doença como para reduzir os custos crescentes das novas tecnologias, que desequilibram o orçamento da saúde”, menciona.

E acrescenta: “No momento em que o SNS enfrenta grandes dificuldades de financiamento, não podemos deixar de lembrar que é indispensável dar toda a ênfase aos cuidados preventivos, baseados nomeadamente na área da medicina familiar, que deverá constituir a parte nuclear do nosso sistema de saúde.”

Manuel Carrageta considera que, de outro modo, o sistema inclinar-se-á cada vez mais para os cuidados secundários, com o uso e até o risco de abuso de novas e dispendiosas tecnologias, que podem, numa época de profunda crise económica, conduzir a uma política indesejável de contenção e até de raciocínio de custos.

“Face à situação atual, por ocasião da passagem do seu aniversário, a FPC apela a que todos coloquem a sua saúde nas prioridades da sua vida pessoal, adotando estilos de vida saudáveis. Só deste modo será possível alcançar o importante objetivo de melhorar a saúde e a qualidade de vida dos nossos concidadãos”, termina.

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