Futuro da Saúde Militar debatido em seminário

“Saúde militar, que futuro?” é o tema do seminário que se realiza estas quarta e quinta-feiras, na Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa, sob a organização da Associação de Oficiais das Forças Armadas (AOFA). A finalidade da iniciativa é debater, através de um conjunto de intervenções de militares e civis de "reconhecido prestígio e experiência", o presente e o futuro da saúde militar, tendo como enquadramento a especificidade da condição militar.

De acordo com o coronel Pereira Cracel, presidente do Conselho Nacional da AOFA, “a saúde militar, que abrange tanto os militares, como as suas famílias e, num contexto mais geral, a saúde de todos os portugueses”, é, atualmente, uma grande inquietação.

“É uma preocupação para todos nós, quer para os que estão na efetividade de serviço, quer para os que estão na situação de reserva e reforma, tendo em conta as alterações que se têm vindo a verificar”, afirma Pereira Cracel, à Just News, à margem do Seminário, acrescentando que algumas delas “pesam de forma gravosa” sobre as condições do acesso dos familiares à prestação de cuidados de saúde.

“Assiste-se cada vez mais a uma descaraterização, desestruturação e desfiguração da Instituição Militar, neste contexto da Saúde, nas suas diferentes vertentes: assistencial e hospitalar”, observa.

Durante estes dois dias a situação da Saúde Militar será passada em revista, para que se tirem as devidas conclusões. “Não pretendemos um tratamento de exceção, apenas exigimos que nos tratem com a justiça que a condição militar impõe e não nos seja subtraída a dignidade que nos é devida”, disse o nosso entrevistado, durante a sua intervenção na sessão de apresentação do Seminário.

A criação do Hospital das Forças Armadas, com a devida “fusão de estruturas, falta de capacidade de resposta” é outra das indignações dos militares. “Nos termos em que o hospital foi construído, com um objetivo mais de corte do que, propriamente, de racionalização de custos e de meios é uma preocupação. O que se passou foi uma concentração e uma subtração da capacidade antes instalada. É uma situação adversa com a qual os militares e as suas famílias agora se confrontam.”

O Seminário da Saúde Militar juntou cerca de 200 inscritos.

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