Garcia de Orta comemora 25.º aniversário com a ambição de ser o hospital de referência na Margem Sul

Assinalaram-se, na última sexta-feira, os 25 anos de criação do Hospital Garcia de Orta (HGO), em Almada. Para comemorar a data, teve lugar uma sessão solene na qual o presidente do Conselho de Administração do HGO, Daniel Ferro, afirmou que uma das metas para o futuro é que o HGO seja o hospital de referência da Margem Sul.

Segundo aquele responsável, este é um desejo dos órgãos de tutela, gestores e profissionais do HGO desde que a instituição foi criada.



“Esta ambição recorrente tem, obviamente, subjacente uma missão justificada, mas nem sempre consequente", afirmou o responsável, explicando a sua afirmação:

"Nunca se procurou inventariar todas as condições existentes e necessárias de forma realista, fundamentada e planeada, redimensionar as infraestruturas, dotar a instituição dos meios humanos necessários, incluindo formação e diferenciação, rever redes de referência em relação à posição que o hospital ocupa, nem sempre coerente com estas redes, e envolver e sensibilizar hospitais e administrações regionais de saúde referenciadoras".

Daniel Ferro entende que, neste momento, estão criadas as condições para que este levantamento se concretize, se discuta e se planeie a sua execução faseada nos próximos quatro anos. Para tal, o presidente do Conselho de Administração do HGO considera que “será necessário definir exatamente o que se espera do hospital e das suas especialidades e o que está neste momento feito”.



De acordo com o responsável, existe um levantamento em curso há alguns meses, que já foi objeto de decisão positiva e recente do atual Governo. Mas esta não é a primeira vez que se faz um levantamento. O primeiro foi anterior ao pedido de ajuda internacional e não foi possível executar por falta de condições financeiras. O segundo aconteceu já no fim do período de ajuda internacional, mas “não foi sequer apreciado”.

 

Aumentar a capacidade de internamento 

 

O presidente do Conselho de Administração do HGO adiantou que o processo de ampliação do hospital, que se iniciou em 2016, na sua visão minimalista, visa aumentar a capacidade de internamento em 50 camas e, na visão mais ampla, pretende aumentar essa capacidade para 100 camas. Esta ampliação vai ser integrada com a constituição do Hospital do Seixal, que se prevê estar concluída dentro de quatro anos.

Conforme disse, 60% das atividades de ambulatório (consultas, exames e cirurgias) serão asseguradas em espaços de internamento e uma parte destas serão deslocalizadas para o edifício a construir no complexo do HGO (no prazo de dois anos), enquanto a outra parte transitará para o futuro Hospital do Seixal.

Para Daniel Ferro, a melhor forma de celebrar o 25.º aniversário do HGO é começar a preparar o melhor possível os próximos cinco anos, mobilizando os seus profissionais e as restantes entidades de saúde e da comunidade para que se possa constituir como “cluster de inovação em organização e prestação de saúde, integrando instituições de ensino e investigação”, de modo a ajudá-lo a avaliar e evidenciar a sua experiência.

 


Ministério da Saúde quer preservar estatuto de hospital central

 

Durante a cerimónia, moderada pela jornalista Marina Caldas, foram assinados dois protocolos de parceria entre o HGO e as câmaras municipais do Seixal e de Almada, com o objetivo de formalizar o compromisso entre as partes, criando mecanismos de colaboração entre si, com vista ao desenvolvimento de uma parceria institucional que permita uma cooperação técnica, científica e cultural.

Também houve espaço para a apresentação dos marcos históricos do HGO, através da transmissão de um vídeo intitulado “25 anos, a cuidar de si… com qualidade!”.

Alexandre Abrantes, professor associado da Escola Nacional de Saúde Pública, da Universidade Nova de Lisboa, proferiu uma conferência com o tema “SNS centrado nos cidadãos”.

Intervieram, também, o presidente da Câmara do Seixal, Joaquim Santos, e o presidente da Câmara de Almada, Joaquim Judas, as duas autarquias cujas populações são servidas pelo HGO.



De destacar a entrega do Prémio Garcia de Orta, pelas mãos de Ana Jorge, presidente do Centro Garcia de Orta, atribuído ex aequo a trabalhos desenvolvidos por elementos dos serviços de Cardiologia e de Nefrologia do HGO.

O 25.º aniversário do HGO ficou também marcado pela inauguração do Jardim Manuel Meirinho, ao qual foi atribuído o nome do primeiro diretor do Serviço de Ginecologia do HGO, homenageado durante a cerimónia, na qual Alcides Pereira, atual diretor daquele serviço, falou sobre o percurso do “Professor Meirinho” (como era conhecido), referindo-se ao mesmo como “uma fonte de inspiração para muitos de nós”.



Coube a Manuel Delgado, secretário de Estado da Saúde, encerrar a sessão solene. No seu discurso, aquele responsável salientou que “o HGO tem todas as características de um grande hospital central”, um estatuto que o Ministério da Saúde quer preservar. 




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