“Globi vai à escola” por uma maior integração das crianças com hemoglobinopatias

O “Globi vai à escola” é um projeto desenvolvido e colocado em prática, no início deste ano, pela Associação Portuguesa de Pais e Doentes com Hemoglobinopatias (APPDH), que visa contribuir para uma maior integração escolar das crianças e jovens com talassemia e drepanocitose, dando informação acerca destas patologias, assim como uma visão mais englobante das hemoglobinopatias e da sua vivência.

De acordo com Cármen Mariano, assistente social da APPDH, os objetivos deste projeto têm já vindo a ser trabalhados e colocados em prática ao longo dos anos. Contudo, “este projeto tem uma dinâmica diferente”.

A entrevistada explica à Just News que a ideia surgiu devido aos problemas de integração destas crianças na escola, reportados pelos pais à associação. “A informação que tentamos levar às escolas é simples e diferenciada, para que consigamos envolver toda a comunidade na inclusão da criança que pretendemos envolver”, explica Cármen Mariano, acrescentando que há muita informação que deve chegar às escolas.

“Alguns pais relataram-nos problemas que surgiram nas escolas. Questões muito simples, mas difíceis de perceber pelos professores, porque têm turmas grandes e não conseguem dar atenção às especificidades de cada aluno”, refere, desenvolvendo que estas crianças precisam de beber muita água para se manterem hidratadas, logo de ir à casa de banho, e que, além disso, por terem anemia, ficam mais facilmente cansadas, acabando por ser rotuladas de preguiçosas.

A informação é passada em ações realizadas nas escolas, desde o pré-escolar, até ao secundário, utilizando diferentes e adequadas metodologias e formas de exposição “para que seja percebida e para que todos tenham um papel de colaboração no processo de integração destas crianças”.

Cármen Mariano observa, ainda, que o projeto “Globi vai às escola” é financiado pelo Instituto Nacional para a Reabilitação e tem, também, o apoio da Câmara Municipal de Almada e da Junta de Freguesia de Almada, da Câmara Municipal de Beja, da Rede Social de Beja, da Novartis Oncology e da Aliança Portuguesa das Associações de Doenças Raras.

Podem ser acompanhadas aqui as atividades promovidas regularmente pela APPDH.

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