Hospital Pulido Valente: Liga dos Amigos apoia «doentes e trabalhadores» há 25 anos

A comemorar 25 anos de atividade, a Liga dos Amigos do Hospital Pulido Valente (LAHPV) pretende alargar a sua intervenção às várias entidades que vão constituir o Parque de Saúde Pulido Valente, como é o caso dos cuidados continuados e integrados da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, segundo Maria Jorge Nogueira da Rocha, presidente da Direção.



Na cerimónia das bodas de prata da LAHPV, que decorreu esta quarta-feira no Hospital Pulido Valente, Maria Jorge Nogueira da Rocha adiantou que a Liga está empenhada em dar apoio às unidades de saúde familiar e às restantes instituições que vão fazer parte do Parque de Saúde. “Queremos juntar-nos a todos para ajudar os doentes e os trabalhadores”, assegurou.

Fazendo um balanço destes 25 anos de atividade, a responsável mostrou-se muito feliz. “É muito positivo, agradeço a todos os que contribuíram, nomeadamente aos vários conselhos de administração (CA) que sempre nos apoiaram em tudo”, observou.



Entre a ajuda recebida por parte dos CA está a cedência de terrenos para um restaurante e para lojas que permite à LAHPV obter verbas para os seus projetos, que incluem uma carrinha para transporte interno de doentes e trabalhadores, ajudas técnicas, consulta jurídica, banco de roupa, entre outros.

“A Liga nunca quis ser subsídio-dependente, existimos para ajudar o hospital, por isso foi muito importante ter espaços que permitissem custear as nossas iniciativas”, ressalvou.



"Muito mais que uma relação de natureza material"


A cerimónia iniciou-se com a “Sessão de Homenagem ao Voluntariado”, na qual estiveram o ministro da Saúde Adalberto Campo Fernandes, o presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar Lisboa Norte, Carlos Martins, o coordenador nacional da Comissão Nacional da Pastoral da Saúde, Vitor Feytor Pinto, e o presidente da Assembleia Geral da LAHPV, Francisco de Oliveira Dias, além da própria Maria Jorge Nogueira da Rocha.

Referindo-se à responsável da LAHPV, o ministro da Saúde fez questão de frisar “a coragem, a determinação e a persistência de uma mulher forte”. Realçou ainda a importância do voluntariado, já que “fazer saúde é muito mais que uma relação de natureza material” e sublinhou o papel da LAHPV nos próximos tempos com o crescimento e consolidação do Parque de Saúde Pulido Valente.



Carlos Martins também teceu grandes elogios à presidente e aos voluntários da LAHPV, que permitiu, de forma “ímpar”, estabelecer “uma ponte solidária com os doentes e os seus familiares”, assim como com a comunidade.



O presidente do CA comentou ainda a “transparência” da LAHPV, que sempre fez questão de apresentar, todos os meses, as suas contas, "além de ter dado um contributo importante na comemoração de dias importantes na área da saúde ou na restauração da capela do Hospital Pulido Valente".

Dirigindo algumas palavras em particular à presidente da Liga, Carlos Martins destacou o contributo de “uma grande voluntária do hospital e uma referência para as várias gerações de voluntários”.



"As relações humanas são também terapêuticas"

Vitor Feytor Pinto também enalteceu o trabalho desenvolvido de forma continuada ao longo dos anos, deixando um apelo. “O voluntariado é uma pedra no charco de uma sociedade economicista, onde, por vezes, se esquece a dimensão humana; as relações humanas são também terapêuticas.”



Após esta sessão houve mais um momento especial, a inauguração da Alameda do Voluntariado, que se situa na entrada principal do Hospital Pulido Valente, assim como o descerramento de uma placa de homenagem nas instalações da LAHPV.

Houve ainda tempo para um momento de música com o barítono João Merino e a Eucaristia, presidida pelo bispo Joaquim Mendes, na capela do hospital.



Imprimir