Conselho Europeu de Medicina Física e de Reabilitação reconhece São João como centro de formação

“É um enorme orgulho para toda a equipa.” Foi desta forma que Fernando Parada, diretor do Serviço de Medicina Física e de Reabilitação (MFR) do Centro Hospitalar Universitário São João (CHUSJ), reagiu à notícia de que o European Board of Physical and Rehabilitation (EBPRB) atribuiu ao seu Serviço a valência de "centro de estágio certificado".

Em declarações à Just News, Fernando Parada realça que "este foi o primeiro serviço da especialidade, em Portugal, a obter este reconhecimento europeu na qualidade global de uma unidade de saúde".

Assim, e de acordo com o médico, “o serviço acolherá médicos nacionais e internacionais para receberem formação reconhecida pela União Europeia (UE)”.

O responsável esclarece que, atualmente, existem no serviço quatro médicos especialistas reconhecidos pelo EBPRM e um com o título de formador e sublinha a importância desta novidade:

“Esta notícia, num momento de pandemia, é uma autêntica lufada de ar fresco. Para isso muito contribuiu todo o trabalho desenvolvido até ao momento, assim como o programa de formação, nomeadamente de internos.”


Fernando Parada

Aliás, para o fisiatra, não é apenas o seu Serviço e o CHUSJ que ganham com esta distinção. “É toda a MFR portuguesa, que, felizmente, já é reconhecida a nível internacional, pela sua qualidade, e pela participação ativa há vários anos a nível europeu, incluindo no Livro Branco da MFR.”
 

MFR no São João ainda antes da especialidade

A história do Serviço de MFR começou com a inauguração do então Hospital de São João, em 1959. Na altura, como a MFR ainda não era uma especialidade, os cuidados fisiátricos confinavam-se à Secção de Agentes Físicos do Serviço de Radiologia do hospital.

“Muitas mudanças ocorreram desde então, quer por a MFR se ter tornado especialidade, mas também pela grande evolução que se fez sentir no hospital”, relembrou Fernando Parada.


Elementos do Serviço de MFR do CHUSJ

Com a sua chegada à Direção, foi também a vez de remodelar a forma de trabalhar o espaço físico. “Decorria um plano de reestruturação do hospital e conseguiu-se fazer algumas obras no nosso serviço, além de se passar a ter uma maior aposta na diferenciação dos profissionais”, explica. É ainda responsável pelo Polo de Valongo, que foi agregado ao CHUSJ.

O Serviço mantém também uma forte ligação à Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, onde se conseguiu “a grande vitória” de a disciplina de MFR ser obrigatória.


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