Melhorar a interface entre a Cardiologia e a MGF

O Congresso Português de Cardiologia, que se realiza entre os dias 27 e 29 de abril, vai pela primeira vez ter lugar no Palácio de Congressos do Algarve, situado na Herdade dos Salgados, em Albufeira. Graça Castro, presidente do evento, contou ao Jornal Médico algumas das particularidades do encontro, no qual serão discutidas, entre outras matérias, as interfaces entre a Cardiologia e outras especialidades, como a MGF. “As grandes áreas da Cardiologia acabam por ser comuns à MGF”, sublinha.

“Dos limites da ciência ao estado da arte” é o tema do XXXV Congresso Português de Cardiologia. De acordo com Graça Castro, ao escolher este tema, “a SPC pretende gerar reflexão sobre os limites do conhecimento em Cardiologia e as áreas de fronteira, porque muitas vezes são estas que representam o maior desafio”.

Assim, além de fomentar a discussão e a reflexão em torno dos temas mais polémicos e atuais da Cardiologia, um dos grandes objetivos deste encontro é “tentar abranger as áreas ‘cinzentas’ em que o conhecimento está menos definido ou em que existe mais controvérsia. A Cardiologia é, simultaneamente, ciência e arte. Há que saber conciliar e equilibrar estas duas vertentes.”

No decorrer do congresso, e como tem acontecido nos últimos anos, terá lugar uma sessão oficial conjunta entre a Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF) e a SPC. Nesta e noutras sessões do congresso serão abordadas áreas de atuação comuns a ambas as especialidades, como a diabetes, o controlo dos fatores de risco cardiovascular e a hipertensão arterial.

“Todas as áreas da Cardiologia acabam por ser comuns à MGF. O nível em que intervimos é que é diferente”, salienta Graça Castro, adiantando que uma das intenções nestas sessões conjuntas é melhorar a interface entre a Cardiologia e a MGF.

A entrevista completa pode ser lida na edição de abril do Jornal Médico.

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