Ministério da Saúde considera medicamentos biossimilares «uma forma eficiente de promover terapêuticas inovadoras»

"Os medicamentos biossimilares representam uma forma mais eficiente e sustentável de promover o uso de terapêuticas inovadoras e personalizadas”, afirmou Manuel Delgado, secretário de Estado da Saúde, durante a sessão de abertura da Conferência “Medicamentos biossimilares – estado da arte”, que se realizou, esta quinta-feira, no auditório do Infarmed, em Lisboa.



Segundo referiu, o Serviço Nacional de Saúde regista uma despesa de cerca de 350 milhões de euros com medicamentos biológicos, dos quais 57 milhões correspondem a sete substâncias ativas, que apresentam já biossimilares no mercado e onde existe um elevado potencial de poupança.

“Num futuro próximo, entrarão no mercado alguns biossimilares que vão aumentar substancialmente este potencial. Porém, há ainda um longo caminho a percorrer”, mencionou, observando que muitos dos receios relacionados com a utilização dos biossimilares estão hoje mitigados, resultado de uma avaliação rigorosa da sua utilização em diversos países.



Assegurar aos cidadãos o tratamento "mais adequado"

Manuel Delgado observou que o Governo pretende obter “mais e melhores resultados com os recursos disponíveis”. “Esta é uma meta que vem inscrita no programa e que é válida para todas as medidas que temos vindo a tomar no âmbito do SNS”, afirmou.

E desenvolveu: “Este é também um objetivo para a política do medicamento, que se tem centrado em dois pilares que se complementam: a inovação e os medicamentos genéricos e biossimilares.”

De acordo com o secretário de Estado, a garantia de que todos os portugueses têm acesso aos medicamentos de que necessitam é um dos desígnios do Governo. Contudo, a sustentabilidade do SNS é um compromisso que se encontra a par.

Tal como referiu, é neste âmbito que se enquadra a avaliação das tecnologias, “uma avaliação que se quer isenta, tecnicamente correta e assente em princípios de eficácia, eficiência e segurança, de forma a garantir que o tratamento que chega aos cidadãos é o mais adequado”, mencionou



Henrique Luz Rodrigues, presidente do Conselho Diretivo do Infarmed, salientou que os biossimilares apresentam “uma eficácia e uma tolerância bem estabelecidas e analisadas pelas autoridades reguladoras”.

“Além dos benefícios inerentes à sua atividade farmacológica e terapêutica, têm, ainda, importância nos custos. Com esta conferência, temos a finalidade de atualizar os conhecimentos nesta área”, disse. E acrescentou terem pedido a médicos portugueses, à Agência Europeia do Medicamento e às autoridades norueguesas e dinamarquesas, que estivessem presentes nesta iniciativa, a fim de darem o seu testemunho acerca da experiência que tem com estes medicamentos.

Marcaram também presença nesta sessão de abertura Rui Santos Ivo e Hélder Mota-Filipe, respetivamente, vice-presidente e vogal do Conselho Diretivo do Infarmed.





Palestrantes da Conferência "Medicamentos biossimilares - estado da arte".




Imprimir