Segurança Social de Castelo Branco alocou mais de 39 milhões de euros a IPSS da região em 2016

A Segurança Social de Castelo Branco estabeleceu, em 2016, acordos de colaboração com 162 IPSS (instituições particulares de solidariedade social), num investimento total superior a 39 milhões de euros. O número foi avançado por Patrícia Ventura, do Centro Distrital de Castelo Branco daquele organismo, esclarecendo que o valor se destinou essencialmente à resposta social nas áreas da deficiência, da infância e da terceira idade, onde estão incluídos os serviços de apoio domiciliário.

Através destes acordos de cooperação, foram acompanhados mais de 12 mil utentes nas IPSS, o que se traduziu num encargo mensal superior a pelo menos três milhões de euros, sublinhou Patrícia Ventura.

A responsável foi uma das oradoras na sessão “Continuidade de cuidados: os hospitais e a comunidade”, que a Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH) realizou com a colaboração da Unidade Local de Saúde de Castelo Branco.



“Como o Estado não tinha capacidade de dar resposta a todas as necessidades, decidiu privatizar e atribuir funções às denominadas IPSS, comparticipando estas instituições de forma a fornecer a resposta social necessária, com o beneficio da proximidade à comunidade e rapidez de resposta, nomeadamente nas situações de emergência”, explicou a técnica, que ainda assim identificou algumas dificuldades de resposta, nomeadamente junto dos casos mais complicados.



“Nos lares da terceira idade, por exemplo, a Segurança Social convenciona a existência de 10% das vagas para sua gestão quando não houve financiamento por parte do Estado na sua construção e de 20% quando houve essa participação”, referiu, acrescentando:

“Estes lugares são preenchidos com instruções da Segurança Social e, apesar de propormos às IPSS acolherem casos em situação clínica complicada, por vezes, ocorre a recusa, dada a complexidade dos mesmos, considerando que não se enquadram no seu âmbito”, revelou Patrícia Ventura, sublinhando que, em 2016, foram 275 os idosos em situação de dependência apoiados ao abrigo destes protocolos.

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