Serviço de Dermatologia do CHUP promove 1.º Curso de Teledermatologia

As doenças de pele representam cerca de 20% das consultas em Medicina Geral e Familiar, afirma Manuela Selores, diretora do Serviço de Dermatologia do Centro Hospitalar e Universitário do Porto (CHUP), a propósito do 1.º Curso de Teledermatologia, que decorrerá no âmbito do XXX Fórum de Dermatologia.

O evento é dirigido, em particular, a dermatologistas, médicos de família e pediatras, mas também a enfermeiros e estudantes, além de outros especialistas interessados no tema. "O nosso grande objetivo passa por intensificar o intercâmbio clínico-científico com duas áreas médicas próximas da Dermatologia (Medicina Geral e Familiar e Pediatria)", afirma Manuela Selores.

Quanto ao curso, que terá lugar no dia 10 de novembro, é organizado por Virgílio Costa e Mónica Caetano, especialistas em Dermatologia que realizam a Consulta de Teledermatologia no CHUP, e terá como moderadores Manuela Selores e Fernando Almeida, presidente do Conselho Clínico do ACES Gondomar.


Mónica Caetano, Virgílio Costa e Manuela Selores

Experiência em teledermatologia

O Serviço de Dermatologia do CHUP iniciou a teledermatologia em 2010, em parceria com a ARS Norte, e em 2014 oficializou a Consulta de Teledermatologia, sob a responsabilidade de Virgílio Costa.

Começou por abranger a área de Gondomar e, posteriormente, Bragança e Vila Real, sendo que, atualmente, com o fim das áreas de referenciação, também são recebidos pedidos de outras áreas, como, por exemplo, de Aveiro (ARS Centro).

No Serviço de Dermatologia do CHUP realizaram-se, em 2015, 399 consultas de teledermatologia, número este que, em 2016, subiu para 878 e, em 2017, até 31 de maio, já se efetuaram 558 consultas, com um tempo médio de resposta de 3,2 dias.



Teledermatologia: recurso a três métodos

Manuela Selores lembra que a teledermatologia pode ser efetuada por três métodos: em diferido, em tempo real ou por método misto (o último tenta combinar os dois anteriores).

Segundo a médica, quando é feita em diferido, atualmente (o método mais usado), é enviada informação de retorno. Este método tem como vantagem “a resolução da imagem enviada, mas, por outro lado, aumenta a possibilidade de consultas múltiplas para complementar a informação clínica ou a solicitação de imagens extra e não proporciona uma relação médico-doente”.

Por seu lado, explica, quando é feita em tempo real (videoconferência), “tem como vantagem proporcionar um diálogo entre médico e doente, mas tem como desvantagem a necessidade de recursos tecnológicos mais dispendiosos, com resolução mais baixa de imagens médicas e incompatibilidade de horários das partes envolvidas”.



"Telerrastreio em todas as referências para a teleconsulta"

Além dos referidos benefícios, Manuela Selores sublinha que a teledermatologia proporciona também formação contínua, isto é, “a acuidade de quem referencia vai melhorando”.

A diretora do Serviço de Dermatologia do CHUP considera que a situação ideal seria "utilizar o telerrastreio em todas as referências para a teleconsulta", permitindo, desta forma, “melhorar a triagem dos pedidos de consulta, manter controlada a lista de espera e, sobretudo, evitar que doentes com patologias prioritárias benignas ou malignas fiquem em lista de espera”.

É, por exemplo, o caso das lesões pigmentadas, quando aliadas a imagens de dermatoscopia em casos adequados, que são as lesões ideais para teledermatologia e constituem cerca de 50% das referenciações diárias.



Organizada pela Associação de Dermatovenereologistas da Cidade Invicta, a 30.ª edição do Fórum Dermatologia inclui, como nos anos anteriores, um simpósio de Dermatologia Pediátrica, uma sessão interativa com casos clínicos e a apresentação de trabalhos científicos sob a forma de poster.

Manuela Selores explica que, "para comemorar esta data, todos os dermatologistas convidados para palestrantes e moderadores têm ou tiveram uma ligação com a Dermatologia do CHUP". O 1.º Curso de Teledermatologia realiza-se no primeiro dia do evento, que se realiza na Alfândega do Porto.

"um momento importante para a formação dos médicos de MGF"



Fernando Almeida, presidente do Conselho Clínico do ACES Gondomar, vai moderar o 1.º Curso de Teledermatologia, junto com Manuela Selores. Na sua opinião, a colaboração entre o Serviço de Dermatologia do CHUP e o ACES Gondomar no que respeita à Consulta de Teledermatologia, que teve início em 2010, “é uma experiência muito positiva para utentes e profissionais”.

“O utente passou a ter uma resposta rápida (habitualmente inferior a 48 horas), com sugestão terapêutica, sem deslocações, sem faltas ao emprego, sem despesas acrescidas. Nas situações que, após esta avaliação, requerem uma consulta presencial, o tempo de marcação é consideravelmente reduzido”, destaca.

Acrescenta ainda que este "é um momento importante para a formação dos médicos de MGF, uma vez que a patologia dermatológica corresponde a uma parcela importante do trabalho diário do médico de família".

O programa da 30.ª edição do Fórum Dermatologia pode ser consultado aqui.

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