SPPSM assinala Dia Europeu da Depressão com simpósio

A propósito das comemorações do Dia Europeu da Depressão, a Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e Saúde Mental (SPPSM) organizou, esta manhã, um simpósio, na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa (FMUL), subordinado ao tema “Depressão e família”.

A sessão contou com as participações de Maria Luísa Figueira, presidente da SPPSM e diretora da Clínica Universitária de Psiquiatria da FMUL, Daniel Sampaio, professor catedrático de Psiquiatria e Saúde Mental da FMUL, e Manuel Gonçalves Pereira, da Faculdade de Medicina da Universidade Nova de Lisboa.

A introdução e boas-vindas coube a Daniel Sampaio. O especialista começou por referir que “a depressão é provavelmente um dos problemas mais prevalentes na comunidade europeia. Mais de 50 milhões de europeus, 11% da população, irá sofrer um episódio depressivo durante a vida”.

Daniel Sampaio salientou que o objetivo neste dia é “alertar para a doença depressiva, implementar uma melhor compreensão do seu impacto na vida das pessoas, reduzir o estigma e discriminação e promover uma voz para aqueles que sofrem de depressão”.

“Devemos estimular o intercâmbio científico nesta área, informação sobre a melhor prática clínica promovendo campanhas em todos os países europeus em relação a este tema da depressão”, mencionou Daniel Sampaio.

“Temos como objetivo terminar com a discriminação e promover a inclusão social dos doentes com depressão através de um trabalho em colaboração com os meios de comunicação social, o público em geral e outros parceiros, desafiando o estigma e promovendo uma maior compreensão da doença”, indicou.

“A OMS estima que, em 2020, a depressão será considerada o segundo maior problema de saúde a seguir às doenças cardiovasculares. Neste sentido, deverão ser envidados esforços para ter um lugar de grande destaque na agenda da saúde da União Europeia”, acrescentou o professor catedrático da FMUL.

Segundo Daniel Sampaio, em 2014, o desafio é envolver a família e amigos como parceiros. “Entendemos que este envolvimento deverá ser facilitado através do desenvolvimento estratégico, melhor compreensão da doença e o apoio nas fases de demência ou agravamento”, disse.



Por seu lado, Manuel Gonçalves Pereira abordou o tema “Repercussões familiares da depressão”. Segundo o especialista, “cerca de 40% dos familiares são prováveis casos clínicos psiquiátricos, ou seja, de ansiedade e/ou depressão”.

Por último, Maria Luísa Figueira falou sobre “Sobrecarga familiar em doentes com doenças afetivas”. A presidente da SPPSM apresentou os resultados do estudo WAVE- bd, coordenado pela própria, o primeiro estudo longitudinal a nível internacional que compara a evolução da doença bipolar, os recursos de saúde e a sobrecarga dos cuidadores de uma forma não sistemática.

O Dia Europeu da Depressão é promovido pela  European Depression Association (EDA), uma aliança de organizações, doentes, investigadores e profissionais de saúde de 19 países da Europa.

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