Violência contra os profissionais de saúde: Campanha pede «respeito por quem protege»

"Seja um aliado desta causa". Este é o apelo da Secção Regional do Norte da Ordem Médicos (SRNOM), a propósito da campanha que procura alertar para a violência contra profissionais de saúde, não apenas médicos, no local de trabalho. Uma realidade que se tem "revelado um problema generalizado" e que "deve ser considerada uma disfunção grave do sistema de saúde e, como tal, combatida".


"Como agir?"

A iniciativa surge por intermédio do Conselho Sub-Regional de Braga, que organizou precisamente esta quarta-feira uma ação de sensibilização junto dos utentes do Hospital de Braga durante o período da manhã. 

Da parte da tarde a ação decorreu na Escola de Medicina da Universidade do Minho (UM), com a organização de uma conferência sobre o tema, intitulada “Violência contra Profissionais de Saúde”.

Este debate, organizado em parceria com o Núcleo de Estudantes da Escola, contou com a intervenção de Dalila Veiga, presidente do Conselho Sub-Regional do Porto da Ordem dos Médicos, e de vários convidados.

O programa incluiu uma sessão sobre "Como agir perante uma situação de violência contra um profissional de saúde?", onde interveio o psicólogo Pedro Teixeira e o psiquiatra Pedro Morgado, respetivamente, professor auxiliar e vice-presidente da Escola de Medicina da UM.

Foi ainda discutida a "perspetiva jurídica da violência contra profissionais de saúde", tema a cargo de Inês Folhadela, consultora jurídica da SRNOM.

2 profissionais de saúde agredidos diariamente

Na informação partilhada no âmbito da campanha, é recordado que "neste ano de pandemia foram registados 825 episódios no sistema de notificações de violência contra os profissionais de saúde, que existe há vários anos no SNS", sublinhando que, "em ano de pandemia foram agredidos dois profissionais de saúde diariamente".

Salientando que "existem muitas outras situações que não são denunciadas", a campanha da SRNOM destaca que o problema não afeta apenas os médicos e enfermeiros, mas todos os profissionais, dando o exemplo dos assistentes técnicos, os assistentes operacionais, os técnicos de diagnóstico e terapêutica e os assistentes sociais.

Quanto a medidas concretas a implementar: "Importa que cada episódio de violência seja abordado como um acontecimento de elevada importância, devendo ser analisado segundo uma metodologia previamente definida e que conduza a medidas que minimizem as consequências da violência e previnam episódios futuros, atuando sobre as causas."

Por outro lado, é reforçada a necessidade de ser criado nas instituições de saúde "um ambiente de erradicação do problema e de apoio e suporte às vítimas de violência". O objetivo final é simples: "Qualquer episódio de violência deve ser registado, ter uma avaliação aprofundada e levar à tomada das medidas consideradas necessárias."

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