Jornal do XIII Congresso Português de Ginecologia

Durante a cerimónia de abertura do Congresso, Fernanda Águas, presidente da SPG, não deixou de agradecer e prestar publicamente a sua “mais sentida homenagem” aos ex-presidentes e sócios fundadores da Sociedade. “Sem o vosso empenho não estaríamos, este ano, a comemorar o 40.º aniversário da SPG. Foram as sinergias resultantes deste esforço que a fizeram crescer.”



Fernanda Águas lembrou, também, duas grandes figuras da história da SPG: João Silva Carvalho, o único presidente já falecido, e Aurélio Ferreira, 1.º secretário-geral, que, segundo referiu, teve um dia a ideia de criar um clube de Ginecologia em Coimbra, “o embrião desta Sociedade”.

A terminar, Fernanda Águas deu as boas-vindas aos novos corpos sociais, eleitos para o próximo triénio, agradecendo-lhes por terem aceitado tal desafio. Enalteceu ainda a dedicação que os membros da Direção cessante demonstraram ao longo dos últimos três anos.

“A SPG é de todos, espero que ninguém (antigos corpos sociais e restantes sócios) se iniba de participar na vida da nossa Sociedade, com as sugestões e ideias que podem transmitir agora aos órgãos eleitos”, concluiu.

A sessão contou com um discurso de Carlos Marques, secretário-geral da SPG, e de João Luís Silva Carvalho, presidente do Colégio da Especialidade da Ordem dos Médicos. Seguiu-se uma saudação ao presidente de honra, Daniel Pereira da Silva, e uma conferência, proferida por Maria Teresa Osório, a primeira mulher a presidir à Sociedade, subordinada ao tema “40 anos SPG”.

FSPOG: "o segredo está no diálogo"

Em entrevista de fundo, o presidente da FPSOG, Daniel Pereira da Silva,  explica que, relativamente à Federação Portuguesa das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia (FPSOG), considera "uma honra e um privilégio" ser presidente e espera "conseguir harmonizar a interligação entre as diferentes sociedades que agregam os mesmos interesses no que diz respeito à saúde da mulher." Afirma que a Federação deve também "ter um papel junto das entidades públicas, alertando-as para os problemas que afetam as mulheres. E, obviamente, representar as várias sociedades a nível internacional."

Questionado sobre qual a forma de manter a defesa e a representação das várias sociedades científicas que integram a FPSOG, Daniel Pereira da Silva não hesita:
"Através do diálogo constante. Todas as sociedades da FPSOG apresentam as mesmas pretensões e dificuldades, logo o segredo está no diálogo. É preciso colocar as pessoas a conversar umas com as outras de forma construtiva."

E sublinha: "O grande mérito deste projeto é das várias sociedades e não da FPSOG. Julgo que a Federação expressa a nossa maturidade, a nossa capacidade de diálogo, a visão de que a nossa causa é comum – o desenvolvimento da Obstetrícia e Ginecologia e pugnar por uma Medicina de Excelência na área da saúde da mulher."

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