Opinião

«Divulgação das boas práticas que decorrem nas Unidades de Saúde Familiar e nos ACES»


Luís Pisco

Presidente do Conselho Diretivo da ARS de Lisboa e Vale do Tejo



No início do ano de 2013 escrevi que “o aparecimento de um novo jornal na área da Saúde e com ênfase nos Cuidados de Saúde Primários é uma boa novidade e uma esperança de revitalização de uma área importante para quantos trabalham nas diferentes unidades”.

Escrevi ainda: “Vivemos numa sociedade de informação, onde existe uma necessidade permanente de atualização, de troca de conhecimentos e de experiências, o que torna a publicação de conteúdos científicos e a divulgação de acontecimentos uma tarefa de central importância. Vivemos um período de enormes sacrifícios, de grandes constrangimentos financeiros, que se têm refletido na imprensa médica, que, atravessando enormes dificuldades, caminha para o quase desaparecimento.”

A esperança que manifestei na altura de que o Jornal Médico se pudesse tornar num precioso auxiliar na divulgação das múltiplas iniciativas e boas práticas que decorrem nas Unidades de Saúde Familiares e nos Agrupamentos de Centros de Saúde e num útil instrumento de formação e informação para todos quantos trabalham na Saúde tornou-se uma realidade.


Luís Pisco

Passados sete anos de ininterrupta colaboração e mais de oitenta textos escritos, é altura de dizer adeus a esta presença regular. Devo um agradecimento especial a muitas mãos amigas que têm feito chegar diariamente à minha secretária ou ao meu e-mail documentos e informação relevante sobre o que se passa no País e no Mundo, sobretudo na área dos CSP, e que me despertou o desejo de transmitir aos leitores.

Ao longo dos anos, fui partilhando, com os que tiveram paciência para ler, documentos da OMS, OCDE, WONCA, OIT e muitas outras organizações e associações nacionais que divulgam boas práticas e o muito de bom que todos os dias acontece nas Unidades de Saúde de todo o mundo.

Foi um privilégio colaborar com um jornal sério, sereno, informativo, que leva ao conhecimento de todos o excelente trabalho que os profissionais de saúde todos os dias realizam, para bem dos cidadãos deste e de outros países que nos escolhem para viver e trabalhar.

Termina uma colaboração regular, mas ficam em aberto colaborações pontuais, sempre que o critério jornalístico o determine.
Adeus e Obrigado.


O que Luís Pisco escreveu em abril de 2013:

Promover e melhorar a saúde da população

Algumas pessoas poderão questionar-se sobre o que move as Administrações Regionais de Saúde. No que diz respeito a Lisboa e Vale do Tejo, será mais fácil entender conhecendo o seu plano de atividades, os seus vetores e objetivos estratégicos:

1. Promover e melhorar a saúde da população

A promoção de estilos de vida indutores de saúde e a informação aos cidadãos, como estímulo para a adoção de comportamentos saudáveis, constituem elementos centrais da estratégia de atuação da ARSLVT.

Os objetivos estratégicos nesta área são alinhar os programas de saúde com as prioridades do Plano Nacional de Saúde, garantir a escola como promotora de saúde, promover a realização de rastreios de base populacional e a equidade no acesso aos serviços de saúde e integrar os programas de saúde na perspetiva do idoso.

2. Reforçar o Sistema de Saúde

Os desafios do SNS devem ser no sentido de melhorar a qualidade dos resultados e corrigir as desigualdades ainda existentes. Estes objetivos passam pelos ganhos de eficiência na gestão e no acesso aos cuidados de saúde, garantia da sustentabilidade e valorização dos profissionais de saúde.
 
Os objetivos estratégicos são consolidar a implementação da reforma dos CSP, requalificar instalações e equipamentos, promover a Governação Clínica e de Saúde em CSP, melhorar a oferta e promover a qualidade em cuidados continuados integrados, adequar a oferta e promover a qualidade de Serviços Hospitalares e promover a articulação/integração dos cuidados de saúde.

3. Garantir um SNS sustentável e bem gerido

A sustentabilidade do SNS é fundamental para a sua sobrevivência, devendo, no entanto, a mesma ser assegurada através da valorização da importância da saúde e da eficiência dos serviços.

É determinante a aposta na melhoria da gestão do SNS, potenciando a eficiência e combatendo o desperdício, valorizando os seus recursos humanos, ao nível da formação e do seu aperfeiçoamento profissional.
 
Também se reveste de grande relevância a inovação ao nível da organização dos cuidados de saúde, particularmente nos CSP, já em curso.

Os objetivos estratégicos passam por valorizar os recursos humanos, racionalizar a utilização do medicamento e MCDT, melhorar a eficiência económica e operacional, criar uma agenda de mudança e de comunicação e promover a participação do cidadão e a responsabilidade social.



Artigo publicado na edição de julho do Jornal Médico dos cuidados de saúde primários.

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