«É preciso regular o uso da ecografia à cabeceira do doente em Portugal»

"Temos assistido nos últimos anos, a um crescimento exponencial da Ecografia à Cabeceira do Doente (Point-of-care Ultrasonography – POCUS), junto dos Internistas a nível mundial e, Portugal não é exceção", afirma José Mariz, coordenador do Núcleo de Estudos de Ecografia (NEEco) da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI).

"Regulamentar a formação e prática de POCUS"

Na sua opinião, a pandemia veio ainda "reforçar o papel de POCUS não só na abordagem inicial de doentes com queixas respiratórias, mas em todo o espectro da avaliação holística como 5º pilar do exame físico". E não só. Também veio reforçar "aspectos já estabelecidos na orientação de técnicas invasivas e monitorização hemodinâmica não invasiva".

É neste contexto que o NEEco decidiu realizar a sua primeira reunião, "onde para além de divulgar o estado da arte atual em POCUS, pretendemos gerar uma discussão que abra caminho à criação de um documento de consenso para regulamentar a formação e prática de POCUS ao nível da Medicina Interna em Portugal".


José Mariz

José Mariz faz mesmo questão de referir o orgulho de toda a equipa em ter sido "dos primeiros núcleos de estudo a congregar colegas de vários países discutindo e mostrando, na série de webinars Fighting COVID-19 with Ultrasound, como se faz POCUS na abordagem do doente com COVID-19".

E acrescenta: "Não havendo até à data uma base sólida de regulamentação, é preciso regular, uniformizar, normalizar, acompanhar, avaliar e monitorizar o uso da ecografia à cabeceira do doente em Portugal".

E deixa o convite à participação no Encontro de "todos os médicos com interesse em POCUS, quer tenham já uma ampla experiência, quer estejam a dar os primeiros passos, pois certamente encontrarão interesse na reunião".

O programa pode ser consultado aqui.

 

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