A investigação em MFR tem «um grande potencial de desenvolvimento»

"A investigação básica e aplicada em Medicina Física e de Reabilitação (MFR) tem, de um modo global, e particular em Portugal, um grande potencial de desenvolvimento", afirma Catarina Aguiar Branco, presidente da Sociedade Portuguesa de Medicina Física e de Reabilitação (SPMFR).

Na sua opinião, a investigação em MFR necessita de "um maior incentivo, informação e formação aos recursos humanos a envolver em novos projectos de investigação, apoio científico, tecnológico e financeiro aos recursos humanos de projectos atualmente em curso e de novos projetos". Indica ainda a necessidade da "dinamização e potencialização" das colaborações já existentes e de "novas colaborações interinstitucionais, não só entre as áreas médicas e de outras Ciências da Saúde, mas também com áreas não médicas, mas afins, como vários departamentos da Engenharia ou da Economia e Gestão em Saúde."

Em declarações à Just News, a presidente da SPMFR explica que "existem várias entidades académicas e clínicas, a par de instituições de apoio à investigação científica em Portugal, que incluem na sua ´missão` o crescimento da investigação científica em diferentes áreas da MFR, pela implicação direta dos resultados destes programas investigacionais na mudança e melhoria da qualidade de vida dos pacientes."

A responsável refere que, em portugal, existem as Universidades e as Instituições de apoio à Investigação Científica em Portugal e, "em crescimento progressivo, os Centros de Reabilitação, alguns Hospitais com Serviços de MFR com projectos investigacionais e colaborações com outras instituições científicas e entidades não médicas, que desenvolvem atividade nas áreas das Ciências da Saúde, da Integração e da Reabilitação".

Catarina Aguiar Branco considera que a “existência” de um futuro na investigação em MFR é "condição mandatória para a Especialidade", e esclarece o seu ponto de vista:

"A Investigação Científica é a base de sustentação, desenvolvimento e ´veículo` de afirmação de uma Especialidade entre pares e nas outras áreas das Ciências da Saúde. Permite, não só o seu próprio crescimento nas diferentes áreas de intervenção, como a implementação de ´novas` ou ´renovadas` colaborações com as várias especialidades médico-cirúrgicas ou com as outras áreas da Saúde. No caso da nossa especialidade, à ´(re)comprovação` e redescoberta científica alia-se a imperiosidade da ´inovação` em MFR."

Acrescenta ainda que a MFR Portuguesa, "Especialidade Médica com uma história singular, necessita deste (re)crescimento na investigação e na publicação científica. A formação, no âmbito da aprendizagem do(s) modelos e metodologias científicas para a realização de trabalhos de investigação básica ou aplicada e consequente produção de publicações, dos atuais Médicos Internos em formação e dos Médicos Especialistas em MFR é um elemento básico e impulsionador para esse ´futuro` mandatório."

Recorde-se que a Sociedade Portuguesa de Medicina Física e de Reabilitação organizou ontem, sábado, em Coimbra, uma reunião dedicada exatamente ao tema: “Investigação em Medicina Física e de Reabilitação”.

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