Administração do CHULN: chefias médicas com «extrema preocupação em relação ao futuro»

A recente divulgação de notícias sobre a não recondução de Carlos Martins na presidência do Conselho de Administração do Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte motivou uma enérgica reação de um grupo de diretores de Departamento e de Serviço, numa iniciativa pouco habitual em situações do género.

Entre as mais de duas dezenas de assinaturas de chefias médicas, a carta aberta dirigida à ministra da Saúde, Marta Temido, conta com os nomes de Fausto Pinto, presidente do Conselho Diretivo do Centro Académico de Medicina de Lisboa (CAML) e diretor do Departamento do Coração e Vasos, Jacinto Monteiro, diretor do Departamento das Especialidades Cirúrgicas, e José Ferro, diretor do Departamento de Neurociências.

A carta foi assinada por 9 dos 10 diretores de Departamento do CHULN, "não tendo sido possível contactar o décimo", refere Fausto Pinto, acrescentando que também vários diretores de Serviço assinaram o documento, "havendo vários que, estando ausentes por razões profissionais, manifestaram o seu apoio".

Nesta carta é manifestada a surpresa "que seja interrompido o trabalho duma Administração que sempre contou com o apoio da esmagadora maiorida das chefias deste centro hospitalar, num alinhamento estratégico bem estabelecido".


Fausto Pinto: "A carta foi enviada com todas as assinaturas possíveis de recolher em menos de 24 horas"

É recordado estarem "em andamento vários projetos e investimentos que visam o melhoramento do funcionamento de várias áreas do CHULN", sendo manifestado o receio "que possam ser comprometidos com uma mudança súbita de administração".

É igualmente realçado o "excelente entendimento que sempre existiu entre o presidente do Conselho de Administração (CA) e as chefias médicas, nos diferentes momentos ao longo dos 6 anos em que este CA esteve em funções, permitindo enfrentar com tranquilidade os diversos problemas que foram surgindo".


Carlos Martins assumiu a presidência do CHULN em fevereiro de 2013, tendo sido reconduzido no cargo em março de 2016

Segundo estes responsáveis médicos, não existe "nenhuma razão substantiva para mudar um rumo que vinha a ser traçado em consonância com as chefias médicas", motivo pelo qual manifestam a sua "estranheza com esta decisão inesperada e a nossa extrema preocupação em relação ao futuro".

É sublinhada, em concreto, "a importância de levar a cabo os vários projetos em curso, correspondendo às expectativas dos cidadãos e dos profissionais, bem como a manutenção do espírito de cooperação institucional deste centro académico".

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