Prevenir o cancro colorretal: LPCC lança aplicação acessível a cegos e amblíopes

Foi lançada, no passado dia 9 de novembro, uma app informativa sobre o cancro colorretal no Congresso sobre Código Europeu Contra o Cancro, organizado pelo Núcleo Regional do Centro da Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC), no Hotel Quinta das Lágrimas, em Coimbra. A aplicação pode ser acedida por cegos e amblíopes, segundo Carlos Freire de Oliveira, o presidente do Núcleo.

Este foi um evento que teve por base a iniciativa “Código Europeu Contra o Cancro”, desenvolvido pela International Agency for Research on Cancer (IARC) da Organização Mundial de Saúde, e que incide nas 12 medidas que os cidadãos podem tomar individualmente para contribuir para a prevenção desta doença.



A nova app vem juntar-se à do cancro da mama, que existe desde o ano passado, e é mais uma forma de levar mensagens de prevenção do cancro colorretal a todas as pessoas, inclusive a cegos e amblíopes. “Apesar de destinada à população em geral, esta aplicação atende a critérios de acessibilidade específicos para a pessoa cega ou com baixa visão, como a possibilidade de aumentar ou diminuir a dimensão dos carateres, colocar um contraste acentuado no texto e ter acesso a áudios dos conteúdos”, relatou.

O responsável relembrou que o cancro colorretal é “a principal causa de morte por cancro, em Portugal, sendo, em cada ano, detetados cerca de 7 mil novos casos, além de levar à morte, todos os dias, de 11 pessoas”.

Uma realidade que pode ser evitada, como acrescentou, através da adoção de um estilo de vida saudável, onde se inclui hábitos alimentares saudáveis e prática de exercício físico.

No desenvolvimento desta aplicação, a LPCC contou com o apoio científico da Sociedade Portuguesa de Endoscopia Digestiva e com a validação técnica da Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal (ACAPO).

No próximo ano, no primeiro trimestre, o presidente do Núcleo espera que seja lançada mais uma app informativa. “Será sobre o cancro do colo do útero, que juntamente com o da mama e o colorretal, inclui os que podem ser alvo de rastreios programados”, apontou.

O primeiro dia do congresso ficou também marcado pelo lançamento de um carimbo comemorativo, com o desenho das 12 medidas do Código Europeu Contra o Cancro. “Sempre contámos com a colaboração dos CTT, a Filatelia é comunicação e esta foi mais uma forma de transmitir a mensagem de que se pode prevenir o cancro com estilos de vida saudáveis e deixar esta lembrança para as gerações vindouras”, referiu.



Falando sobre o congresso, Carlos Freire de Oliveira diz que o balanço foi “muito positivo”. “Tivemos 300 inscritos e não houve mais por motivos de espaço”, observou. O responsável referiu ainda a presença de Sakari Karjalainen, presidente da European Cancer Leagues e de Rolando Herrero Acosta, investigador do IARC, além dos vários oradores nacionais “de elevada qualidade”.

Destinado a profissionais de saúde e da educação, nomeadamente médicos de Medicina Geral e Familiar e professores do ensino básico e secundário, contou com uma intérprete de língua gestual.



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