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Consulta de Gestão de Peso será a primeira de novas valências da USF Linha de Algés

A aposta no campo formativo tem sido uma constante na USF Linha de Algés, que procura colmatar as necessidades e inovar com a criação de consultas e projetos. A recente constituição da Comissão de Utentes e a futura criação da Consulta de Gestão de Peso comprovam o dinamismo da equipa, que acompanha uma população maioritariamente jovem e estrangeira.

Inaugurada em novembro de 2017, a unidade tinha na altura uma "equipa inicial muito reduzida", recorda Diana Ferreira, que assumiu funções de coordenadora em fevereiro de 2019.

Em janeiro do ano passado, foi homologada pelo Ministério da Saúde a transição de modelo A para modelo B, tendo sido a primeira USF da ARSLVT a conseguir cumprir a nova grelha de auditoria específica, “bastante complexa e exigente”. Tal tem levado a equipa a receber visitas de profissionais de outras unidades, “para conhecerem o modo de funcionamento e esclarecerem dúvidas”.



Formação alavanca criação de consultas diferenciadas


Atualmente, a USF dispõe da carteira básica de consultas, no entanto, a sua coordenadora tem a perspetiva de se virem a iniciar outras, a curto/médio prazo. Diana Ferreira realça que “a equipa é muito coesa, tem grande espírito de entreajuda e motivação para melhorar”.

Além disso, “as formações que os profissionais têm vindo a realizar em diferentes áreas, como as de Gestão, Nutrição, Medicina do Viajante e do Desporto, Cessação Tabágica, Geriatria, Sexologia, Psicoterapia e Cuidados Paliativos, têm contribuído para esta vontade de criar novas valências de consulta”.


A Consulta de Gestão de Peso deverá ser a primeira a arrancar, no início de 2023, com a colaboração de Diana Ferreira e de Mafalda Costa Cachorreiro, enquanto especialistas, e de uma interna de MGF, dado terem realizado uma pós-graduação em Nutrição, e de uma outra interna de MGF, com pós-graduação em Medicina do Desporto. “Vamos conseguir aliar a nutrição e a atividade física, através de duas consultas mais direcionadas”, adianta.

A organização desta consulta surge no seguimento da implementação do projeto “Ande na Linha”, em agosto deste ano, pelas quatro internas de MGF, que consiste na realização de caminhadas semanais com utentes acima dos 65 anos e na dinamização de uma breve sessão de Educação para a Saúde.

“O objetivo era incentivar a prática de exercício físico e a sua manutenção futura, como forma de prevenir várias patologias, mas também de combater o isolamento”, resume. Além da presença de, pelo menos uma interna, estas caminhadas contam igualmente com a participação de mais elementos de qualquer grupo profissional da equipa da USF.


Diana Ferreira

Dado o benefício do projeto, a coordenadora adianta que está a ser equacionado o seu “alargamento a um grupo maior – incluindo, eventualmente, os utentes da futura Consulta de Gestão de Peso −, bem como o aumento da sua frequência.


No que respeita à articulação com a comunidade hospitalar, Diana Ferreira refere a facilidade que existe no envio das amostras de rastreio do cancro do colo do útero para o CH de Lisboa Ocidental e para o CHU Lisboa Norte e na referenciação das utentes, graças ao protocolo implementado pelo ACES.

Destaca ainda o facto de a USF ter sido uma das três que integraram, recentemente, o projeto-piloto para a implementação do RSE SIGA (Sistema Integrado de Gestão de Acesso), ao nível, para já, da via direta de referenciação exclusivamente para o CH de Lisboa Ocidental. “Esta experiência permite-nos identificar constrangimentos, com vista à sua correção e consequente melhoria do processo de referenciação”, evidencia.


A unidade celebrou em novembro passado cinco anos de existência

Dinamização de atividades de grupo fortalece espírito de equipa

Ao longo do ano, são várias as atividades de team building dinamizadas nesta USF. “Há um grupo de profissionais da equipa que organiza, de forma periódica, eventos fora do contexto laboral, para melhorar a comunicação, a relação interpessoal e a gestão de conflitos”, refere.

Há, pelo menos, três momentos no ano em que estes encontros acontecem – em março, quando, juntos, criam um laço azul, para expor em abril, em alusão ao Mês Internacional da Prevenção dos Maus-tratos na Infância; em novembro, com a dinamização de uma festa temática, a propósito da comemoração do aniversário da USF; e em dezembro, para celebrar o Natal.

As recordações destes dias estão presentes em fotografias, distribuídas pelas paredes da sala de reuniões. Nesse espaço, também estão registadas as datas de aniversário de cada um dos profissionais da equipa e, nesses dias, é realizada uma pequena comemoração.

Diana Ferreira está feliz com o trajeto que a USF tem vindo a tomar e refere que, mesmo durante a pandemia, a equipa conseguiu “manter a vigilância e a cobertura a nível assistencial sem grandes bloqueios, mesmo quando era preciso fazer outras atividades, como o Trace Covid-19 e a vacinação."



Em termos físicos, destaca a existência de um Cantinho da Amamentação, numa zona onde as crianças também podem brincar, o que “não poderia deixar de ser, estando a USF inserida no primeiro ACES certificado pela UNICEF como Amigo dos Bebés”. Realça ainda a existência de dois gabinetes destinados à Consulta de Planeamento Familiar, para “promover a adesão aos rastreios e aumentar a acessibilidade”.

Lamenta apenas que a sinalética ainda não seja a adequada: “Grande parte foi feita por nós, e gostaríamos de a adaptar a pessoas com défices sensoriais e motores. O projeto foi aprovado, mas está ainda pendente de financiamento.”



Assegurar "formação de qualidade" aos internos

O bom funcionamento e organização da USF tem levado a que muitos alunos e internos a procurem para realizar estágios. Periodicamente, esta Unidade recebe internos de Pediatria e de MGF, nacionais e estrangeiros, e internos de formação geral, a que se somam ainda alunos do 1.º, 2.º, 5.º e 6.º anos da FMUL e do 5.º e 6.º anos da NOVA Medical School – FCM.

“Por vezes, temos necessidade de recusar pedidos, por ausência de capacidade de resposta. Não faz sentido aceitar formandos em excesso, se não conseguirmos garantir uma formação de qualidade”, avança.


As internas de MGF: Mariana F. Santos, Teresa Gonçalves, Inês Caetano e Mariana Casimiro

"Tudo o que possamos aprender e trazer para a MGF é benéfico!"


Mafalda C. Cachorreiro é a médica que integra o Conselho Técnico e que substitui a coordenadora em caso de ausência. As duas trabalham “de forma complementar” e procuram uma “motivação mútua, que leve a USF a crescer continuamente”.

Numa Unidade onde é incentivada e apoiada a formação constante dos profissionais, esta médica de família é um exemplo claro dessa prática. Tem pós-graduações em Geriatria, Cessação Tabágica e Nutrição, realizou cursos nas áreas de Saúde do Viajante e de Psicoterapias Cognitivo-Comportamentais de 3.ª Geração e está a frequentar a Formação de Técnicos de Aconselhamento da Sociedade Portuguesa de Psicoterapias Breves.

“Gosto muito de fazer formações e não consigo estar parada. Tudo o que possamos aprender e trazer para a MGF é benéfico!”, observa, confessando que “é preciso alguma ginástica para conseguir assegurar os serviços e fazer as formações”.


Mafalda Costa Cachorreiro

Além de realizar formações, também gosta de as dar, e este ano, teve a experiência de começar a ser orientadora de formação de uma interna, o que considera ser um “enorme desafio, pela necessidade de estar sempre atualizada”. A médica adianta que “o espírito de interajuda e de formação entre colegas, a partilha de dificuldades e a discussão diária de assuntos são práticas constantes, que melhoram os serviços prestados e fomentam as relações”.

A médica de família avança que está a ser constituído um protocolo com a Equipa Comunitária do Dafundo, inserida no Serviço de Psiquiatria e Saúde Mental de Adultos do CH Lisboa Ocidental, com o objetivo de, “regularmente, discutir casos, facilitar os processos de referenciação e de integração de cuidados, fazer formações e consultadoria, de parte a parte”.

Apesar de esta interação estar preconizada em reuniões bimensais, assegura que “há uma via aberta por e-mail, que permite a discussão de casos urgentes e/ou o esclarecimento de dúvidas”.



A reportagem completa pode ser lida no Jornal Médico dos Cuidados de Saúde Primários.

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