Beatriz Craveiro Lopes: «Prevalência da dor é tão elevada que torna a doença invisível»

“A dor é a causa major de sofrimento e de incapacidade, sendo a crónica aquela que mais compromete a qualidade de vida. A sua prevalência é de tal forma elevada que a torna numa doença invisível”, disse à Just News Beatriz Craveiro Lopes, presidente das 22.as Jornadas da Unidade Dor do Hospital Garcia de Orta (HGO)/Convénio ASTOR 2015, que se realizou na passada sexta-feira, em Lisboa, e que reuniu cerca de 400 participantes.

Definindo este evento como muito intensivo, a também diretora da Unidade Dor do HGO, lembra que estão já na 22.ª edição, a abeirar-se das bodas de prata, e que as preocupações são as mesmas. Contudo, cada vez com mais acuidade, pois, as dificuldades têm sido maiores, nos últimos tempos, devido à atual conjuntura económica, que, inevitavelmente, “tem impacto” para quem presta cuidados de saúde.

Rui Costa, presidente da ASTOR, menciona que estas jornadas se pautam pelas mesmas linhas orientadoras das dos anos anteriores: discutir a prevenção e tratamento da dor aguda e crónica.

Segundo indica, o objetivo destas jornadas foi o de favorecer e estimular a interatividade, proporcionando a troca de experiências. “Foi elaborado um programa com conferências, debates, oficinas temáticas e um Curso de Ecografia para prevenção e tratamento da dor, que há três anos tem vindo a ser um êxito, com lotação sempre completa”, conclui.

Além de Beatriz Craveiro Lopes e Rui Costa, a sessão de abertura contou com a participação de Joaquim Daniel Ferro, presidente do Conselho de Administração do HGO, Ana Paula Breia, diretora clínica da mesma instituição, e Duarte Correia, presidente da Associação Portuguesa para o Estudo da Dor (APED).

 


A Just News acompanhou o evento e disponibiliza para consulta um conjunto de fotos, acessíveis aqui.

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