Enfermagem de Reabilitação: Maria Manuela Martins distinguida com prémio da APER

A docente da Escola Superior de Enfermagem do Porto, que assume a função de editora-chefe da Revista Portuguesa de Enfermagem de Reabilitação, foi a vencedora da última edição do Prémio Maria de Lurdes Sales Luís, atribuído no Congresso anual promovido pela Associação Portuguesa de Enfermagem de Reabilitação (APER).


Maria Manuela Martins

O prémio foi criado em 2014 e tem por objetivo “distinguir pessoas, instituições, iniciativas ou projetos que contribuíram para o desenvolvimento da Enfermagem de Reabilitação ou promoção da igualdade de oportunidades, dos direitos das pessoas com deficiência e do exercício da cidadania”.

“As sementes que tem plantado são a prova da capacidade de envolver o outro para as causas da Enfermagem. Muitos foram seus alunos e é referência para muitos. É criativa, uma figura de proa que sempre mobilizou as pessoas que tem à sua volta”, afirmou a enfermeira Gorete Reis, a quem coube fazer uma breve apresentação de Maria Manuela Martins.

“Não é alguém que se assume como mero académico, mas é alguém comprometido com as causas, que busca sempre uma perspetiva de utilidade para melhorar o dia-a-dia do outro ou, no caso concreto da Enfermagem de Reabilitação, a grande missão de capacitação da pessoa em situação mais frágil”, acrescentou a docente da Escola Superior de Enfermagem São João de Deus, Évora, que conheceu a homenageada na época em que ambas eram estudantes, no Porto.  


Maria Manuela Martins e Gorete Reis

Ao usar da palavra, Maria Manuela Martins agradeceu a honra da distinção e aproveitou para deixar uma ideia que tem vindo a transmitir ao longo da vida: “Temos de ajudar os outros a aprender."

Na sua opinião, "o mais importante do trabalho do enfermeiro não é colocar o doente a andar, mas pô-lo feliz porque é capaz de ter sucesso no dia de amanhã com uma pequena coisa que ontem não era possível, independentemente da técnica que use para chegar lá.”



"Uma referência para a Enfermagem de Reabilitação"

No Congresso, que decorreu em Évora, foi assinalado o 40.º aniversário da Associação Portuguesa dos Enfermeiros de Reabilitação (APER), presidida por Isabel Ribeiro. Na cerimónia de abertura, que antecedeu a entrega do prémio, Belmiro Rocha, presidente da Mesa do Colégio da Especialidade de Enfermagem de Reabilitação da Ordem dos Enfermeiros, fez questão de salientar o acontecimento, lembrando outras datas importantes celebradas no mesmo ano.


Belmiro Rocha

O responsável salientou que a Enfermagem de Reabilitação é uma especialidade “consolidada” que tem vindo a crescer, tendo destacado que o organismo que representa é o maior dos seis colégios da OE, com mais de 4 mil enfermeiros de reabilitação.

Belmiro Rocha elogiou o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido pela APER, descrevendo-a como “uma referência para a Enfermagem de Reabilitação”.

Referindo-se ao futuro da especialidade, o enfermeiro disse que um dos aspetos mais importantes é desenvolver investigação sistemática, mencionando que “é através da investigação que conseguimos consolidar ainda mais a especialidade no terreno e dar maior visibilidade ao trabalho desenvolvido”.


Foram cerca de 450 os participantes do Congresso Internacional de Enfermagem de Reabilitação 2018

Manuel Costa, presidente da Mesa da Assembleia-Geral da Ordem dos Enfermeiros, agradeceu a todos os enfermeiros de reabilitação que, à custa do seu tempo pessoal, investem em formação académica defendendo teses, pós-graduações e doutoramentos nas diferentes áreas funcionais da ER.

Nas suas palavras, este investimento “proporciona uma maior visibilidade aos enfermeiros de reabilitação numa altura em que outros profissionais colocam dúvidas em relação às nossas reais capacidades”.


Manuel Costa, Isabel Ribeiro e Belmiro Rocha

ARS Alentejo quer apostar na recuperação dos doentes cardíacos

José Robalo, presidente do Conselho Diretivo da ARS Alentejo, foi outro dos intervenientes da sessão de abertura, tendo destacado que no Alentejo, "particularmente no Centro da região", tem existido a preocupação de prestar cuidados de proximidade, havendo "um crescimento das equipas de cuidados continuados integrados".

No futuro, o responsável quer continuar a apostar nos cuidados de proximidade e desenvolver a área da reabilitação cardíaca de forma estruturada, “de modo a que os utentes possam aumentar a sua autonomia, diminuir a medicação e ter uma vida de melhor qualidade”.

O evento ficou ainda marcado pelo lançamento de mais uma edição da Revista Portuguesa de Enfermagem de Reabilitação, apresentada pela sua editora-chefe, Maria Manuela Martins.


Elementos que contribuíram para o sucesso do Congresso, onde foi celebrado o 40.º aniversário da APER

Podem ser consultadas mais fotos do Congresso "Enfermagem de Reabilitação: Um Património para o Futuro".


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