Equipa de cuidados paliativos do CHUP já formou 1500 profissionais de saúde

Coordenada por Elga Freire, a Equipa Intra-Hospitalar de Suporte em Cuidados Paliativos (EIHSCP) do Centro Hospitalar e Universitário do Porto (CHUP) acompanhou 514 casos de doentes internados.

Em declarações à Just News, a especialista de Medicina Interna explica que "o número de pedidos de colaboração tem vindo progressivamente a aumentar". E adianta que "39% dos doentes avaliados são não oncológicos", tratando-se, nomeadamente, de insuficiências de órgão e de doenças neurodegenerativas.

Equipa autónoma e multidisciplinar

Embora integrada no Serviço de Medicina Interna do CHUP, a EIHSCP é uma equipa autónoma que inclui internistas e que também conta com a colaboração de outros serviços, nomeadamente, com a disponibilização de um psicólogo, um psiquiatra, um assistente social e três enfermeiras (duas das quais a tempo inteiro).


Elga Freire

A médica, que é também responsável pela Unidade Curricular de Cuidados Paliativos do Mestrado Integrado de Medicina do ICBAS, sublinha que "é cada vez mais consensual que os cuidados paliativos devem ser prestados por equipas multidisciplinares". E recorda a importância dessa intervenção ter lugar de forma precoce, "no início da doença oncológica e não oncológica, tanto em ambiente hospitalar como domiciliário".

Até ao momento, desde que foi criada (2008), a EIHSCP tem tido um importante papel também na formação de outros profissionais de saúde.

Elga Freire e a sua equipa formaram já perto de 1500 colegas do CHUP, mas também dos Agrupamentos de Centros de Saúde (ACES) da sua área de influência. Um número relevante, onde estão incluídos "os que fazem parte das equipas domiciliárias e outros que desenvolvem atividade nas unidades de cuidados primários.


Elementos da Equipa Intra-Hospitalar de Suporte em Cuidados Paliativos do CHUP

De acordo com a médica, os elementos da EIHSCP funcionam como consultores, deslocando-se aos vários serviços do CHUP. “Vai sempre pelo menos um médico e um enfermeiro, mas quando a situação é mais complexa podemos pedir a colaboração do psicólogo e do psiquiatra”.

À Equipa cabe, ainda, fazer a referenciação de todos os doentes que precisam de ser transferidos para unidades de Cuidados Paliativos. Contudo, "a maior parte dos que não falecem no hospital têm alta e vão para casa. Continuam depois a ser seguidos na Consulta Externa de Cuidados Paliativos ou mantemos o contacto por telefone".

Existe ainda a Consulta de Luto, uma valência muito importante do CHUP, pois, conforme refere Elga Freire, “os cuidados paliativos não terminam na morte do doente”.

"Uma sólida e abrangente formação"

Refira-se que o foco na formação de profissionais de saúde em cuidados paliativos tem sido uma das áreas que tem merecido especial atenção de Elga Freire ao longo dos anos.

A médica, que coordena o Núcleo de Estudos de Medicina Paliativa (NEMPal) da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna, tem também dinamizado, através desta estrutura, ações formativas, de que são expoente máximo as jornadas anuais, cuja 3.ª edição tem como lema "A integração dos cuidados paliativos no trajeto da doença". A explicação é simples:

"Mudar o entendimento do que são os cuidados paliativos só será conseguido através de uma sólida e abrangente formação."


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