Hipertensão: «médicos internos querem realmente formações deste género»

A grande adesão demonstrada por médicos internos de várias especialidades ao curso de atualização promovido em dezembro pela Sociedade Portuguesa de Hipertensão “é um sinal de que, de facto, os colegas se interessam por esta área”, considera Filipe Machado, coordenador do Núcleo de Internos da SPH.



O êxito daquela que foi a primeira sessão do Curso de Atualização em Hipertensão Arterial e Risco Cardiovascular Global demonstra, no seu entender, que “os internos querem realmente formações deste género, que permitam aprofundar conhecimentos e melhorar a capacidade de abordagem destes doentes”.

Filipe Machado, que é interno de Medicina Interna no Centro Hospitalar de Entre o Douro e Vouga, cuja unidade principal se situa em Santa Maria da Feira, admite que a organização do curso teve, pelo menos, outros dois grandes objetivos:


Filipe Machado

“Pretendeu-se divulgar este Núcleo da SPH entre os internos de formação geral e específica e também promover e estimular a formação pós-graduada na área da hipertensão (HTA) e do risco cardiovascular (RCV).”

“Epidemiologia, integração no RCV e diagnóstico de HTA” foi o tema da primeira de três sessões previstas para o curso, que decorreu nas instalações da SPH no Porto. Foi atingido o número limite de inscrições (37), com formandos oriundos de pelo menos três áreas: Medicina Interna, Medicina Geral e Familiar e Cardiologia.


Filipe Machado e Vítor Paixão Dias

"muito mais inscritos do que as vagas"

“Tivemos muito mais inscritos do que as vagas que estavam disponíveis”, refere Filipe Machado, aguardando-se agora a realização das duas sessões restantes, sendo certo que o curso deverá decorrer paralelamente em Lisboa, à semelhança do que tem sucedido com outras ações de formação semelhantes levadas a cabo pela SPH. O que se pretende é “abranger um maior número de internos”.



De referir que, segundo Filipe Machado, na segunda sessão do curso, “temos programado falar de avaliação de lesão de órgão-alvo, desde aqueles que são os achados do exame físico até aos achados dos meios complementares de diagnóstico, quais utilizar e o que valorizar”.

A terceira sessão focar-se-á na abordagem terapêutica da hipertensão arterial, quer essencial, quer secundária.

O atual coordenador do Núcleo de Internos da SPH foi convidado para assumir essas funções durante o mandato da atual Direção, que é presidida por Vítor Paixão Dias, diretor do Serviço de Medicina Interna do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho.

Ou seja, tomou posse em março de 2019, para um mandato que durará dois anos e que terminará quando o cargo de presidente efetivo da SPH for entregue a Luís Bronze.

Filipe Machado articula a atividade do Núcleo de Internos com a Direção da Sociedade Portuguesa de Hipertensão através de um dos seus elementos, Paula Felgueiras, também especialista de Medicina Interna.

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