Plano Local de Saúde do ACES Arrábida com «aliança entre educação, saúde e setor social»

Doenças cérebro-cardiovasculares, diabetes mellitus, saúde mental, doenças respiratórias (tuberculose/tabagismo) e doenças oncológicas são os problemas de saúde considerados prioritários no Plano Local de Saúde (PLS) da Arrábida 2019-2023.

O Plano foi apresentado no final do mês passado, em Setúbal, e é “a concretização de um sonho local”, reconhece Bárbara Carvalho, diretora executiva do ACES Arrábida.



Perante uma sala cheia, Bárbara Carvalho deu início à sessão de apresentação do PLS da Arrábida 2019-2023, no auditório da Escola Superior de Tecnologia do Instituto Politécnico de Setúbal (IPS).

“Tem sido um caminho longo, árduo, de muitos anos, que se materializa e que dá hoje os primeiros passos, estando alinhado com os planos nacional e regional, apesar da identificação de áreas prioritárias nesta população”, referiu a responsável.


Bárbara Carvalho

Um programa inclusivo

Para a diretora executiva, o PLS da Arrábida é possível, sobretudo, pelo envolvimento de todos. “Quer os parceiros internos como externos e a própria comunidade deram o seu contributo e assim tem de continuar a ser, para que o PLS não perca a sua importância e possa potenciar ganhos em saúde.”



Fez, contudo, questão de sublinhar que “não se trata de um instrumento político”, mas sim de “linhas de orientação com base nos planos nacional e regional, resultando das necessidades sentidas e expressas pela população local”.

Em suma: “Auxilia a gestão e a tomada de decisão dos líderes locais, promovendo a colaboração das entidades, além de reforçar a abordagem intersectorial da saúde em todas as políticas e de se assumir como um compromisso social com forte aposta nos cidadãos.”



Educação, saúde e setor social numa “forte aliança”

A apresentação do PLS da Arrábida 2019-2023 ficou a cargo de João Diegues, coordenador da Unidade de Saúde Pública (USP) da Arrábida, que realçou a importância de se atuar diretamente no que se pode mudar.

Na sua opinião, “deve investir-se de uma forma prioritária nos determinantes de saúde que são modificáveis pelo nosso comportamento, a fim de se capacitar e consciencializar as comunidades para agirem em prol da saúde.”


João Diegues

Em suma, como está explícito no PLS, “os processos promotores de saúde necessitam de uma forte aliança entre educação, saúde e setor social, num modelo assente no desenvolvimento de competências e que permita às populações manterem ou melhorarem a sua saúde”.

Os objetivos delineados para 2019-2023 vão ter como prioridade as doenças cérebro-cardiovasculares, a diabetes mellitus, a saúde mental, as doenças respiratórias (tuberculose/tabagismo) e as doenças oncológicas, tendo sempre em conta a prevenção secundária e terciária.

Na sessão de abertura do evento estiveram também Susana Pimentel, em representação do IPS, assim como Mário Durval, do Departamento de Saúde Pública da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT).


João Diegues, Bárbara Carvalho, Susana Pimentel e Mário Durval

O médico de Saúde Pública destacou a importância dos PLS e realçou uma das características destes planos no último ano. “Deixaram de ser das instituições de saúde e são-no também da comunidade, corresponsabilizando todos os envolvidos.”

E relembrou: “De facto, se queremos alterar o panorama dos maus indicadores de saúde, temos de investir na mudança da própria comunidade.”

Após a apresentação pública, segue-se, nos próximos tempos, a criação de um repositório que faça “a ponte entre as boas práticas e os objetivos de saúde expressos no PLS”, para facilitar a coordenação e a colaboração das múltiplas entidades locais”, segundo João Diegues.




seg.
ter.
qua.
qui.
sex.
sáb.
dom.

Digite o termo que deseja pesquisar no campo abaixo:

Eventos do dia 24/12/2017:

Imprimir


II Jornadas Multidisciplinares de Medicina Geral e Familiar