Prémio Pegadas distingue Serviços Farmacêuticos do CHCBeira

Os Serviços Farmacêuticos do Centro Hospitalar Cova da Beira (CHCB), dirigidos por Maria Olímpia Fonseca, venceram a 2.ª edição do Prémio Pegadas - Deixe a sua Marca no Percurso da Farmácia Hospitalar, atribuído há dias pelo Conselho do Colégio de Especialidade de Farmácia Hospitalar (CCEFH) da Ordem dos Farmacêuticos (OF), no decorrer das X Jornadas de Farmácia Hospitalar.

A distinção contemplou o projeto "Registo de Intervenções Farmacêuticas dos Serviços Farmacêuticos", implementado pelos SF do CHCB em fevereiro de 2010, que assentou no desenvolvimento de uma base de dados digital, em colaboração com o Serviço Informático, que permite o registo de intervenções farmacêuticas (IF), garantindo a sua rastreabilidade.



Em declarações à Just News, a diretora dos Serviços Farmacêuticos do CHCB faz questão de salientar que este prémio é “o reconhecimento de um trabalho de equipa” e que os Serviços Farmacêuticos do CHCB “apenas pretendem ser do interior geograficamente”.

A ferramenta está disponível para todos os colaboradores farmacêuticos, permitindo “uma avaliação qualitativa e quantitativa das atividades do farmacêutico hospitalar no seu dia-a-dia” nas diferentes áreas de atuação.

Desde 1 de fevereiro de 2010 até 20 de fevereiro de 2018 já foram efetuadas um total de 3947 intervenções farmacêuticas, com um impacto económico estimado em cerca de meio milhão de euros.

No CHCB, esta ferramenta foi adequada aos técnicos de diagnóstico e terapêutica desde 2015, encontrando-se um total de 2668 intervenções técnicas, o que se traduz num impacto económico de quase 18 mil euros.

No futuro, o intuito é que esta ferramenta possa ser útil a todos os profissionais que trabalhem nas instituições hospitalares (farmacêuticos ou técnicos de diagnóstico e terapêutico), racionalizando o uso do medicamento.


Serviços Farmacêuticos do CHCB: Uma equipa empenhada em inovar

O Prémio tem o valor de 1.500 euros e insere-se no projeto Divulgar Iniciativas em Farmácia Hospitalar (DIFH).

Segundo António Melo Gouveia, presidente do CCEFH, o conceito de DIFH é uma forma de incentivar a partilha de boas práticas, potenciando, assim, o desenvolvimento da farmácia hospitalar em Portugal, sendo que, “porque se trata de um longo caminho, as DIFH são vistas como pegadas relevantes nesse percurso, e foi deste conceito que resultou o nome ‘Prémio Pegadas’”.


António Melo Gouveia

“Ao atribuir um prémio em valor e uma maior exposição à melhor DIFH do ano, procuramos incentivar os colegas a partilhar as suas boas práticas”, realça, lembrando que a nível europeu existe uma iniciativa semelhante, as Good Practice Initatives (GPI) da European Association of Hospital Pharmacists.

Depois de, no ano passado, terem participado 10 projetos, esta 2.ª edição do Prémio Pegadas - Deixe a sua Marca no Percurso da Farmácia Hospitalar veio confirmar o interesse e adesão a esta iniciativa. Dos 11 projetos submetidos, nove foram apresentados durante as X Jornadas de Farmácia Hospitalar, compreendendo áreas como a produção, a infeciologia, a oncologia, a gestão em Farmácia Hospitalar e os dispositivos médicos.

Prémio homenageia Manuela Luz Clara

Em cada edição, o Prémio está associado a uma figura relevante da Farmácia Hospitalar. Este ano, o foco foi para Manuela Luz Clara, de 88 anos, primeira presidente da Associação Portuguesa de Farmacêuticos Hospitalares (APFH).

“O percurso da Farmácia Hospitalar em Portugal não começa agora, vem de muito longe. No passado houve farmacêuticos hospitalares portugueses cuja relevância foi tal que influenciaram os colegas, a prática, e até mesmo os decisores políticos. De alguma forma deixaram pegadas de gigante neste percurso, e muito do que somos hoje devemos a estas pessoas, que de forma discreta e diligente mostraram a importância que uma boa farmácia hospitalar tem para os doentes”, destaca António Melo Gouveia.

No caso de Manuela Luz Claro, o presidente da CCEFH realça a sua intervenção clínica nas enfermarias do Hospital de Santa Maria, onde, conta, “ ganhou grande respeito para o trabalho dos farmacêuticos hospitalares”, e a sua atividade docente na Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa, onde “teve oportunidade de transmitir a sua experiência a muitos futuros farmacêuticos hospitalares, sendo também por isso fundamental no rumo da profissão”.



Em 2017, nas IX Jornadas do CCEFH, primeiro ano em que o Prémio foi entregue, o homenageado foi Aloísio Marques Leal, que António Melo Gouveia descreve como sendo “outra personagem maior da Farmácia Hospitalar em Portugal”. Ana Filipa Cosme da Silva, do Centro Hospitalar Lisboa Norte, Hospital de Santa Maria, foi a vencedora com o trabalho “Pastilhas moles de nistatina e lidocaína – Inovar para melhor tratar a mucosite”.

O presidente da CCEFH salienta a quantidade e qualidade de participantes desta edição, referindo que tal “parece ser um indicador de que o conceito está a ganhar força, e que poderá ser uma importante ferramenta para o futuro da Farmácia Hospitalar em Portugal”.


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