Psiquiatria e Saúde Mental: Encontro de Secções evidencia «a vitalidade da SPPSM»

A Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e Saúde Mental (SPPSM) realizou, recentemente, o 1.º Encontro das suas secções. Segundo o presidente da Sociedade, João Marques Teixeira, entendeu-se que a criação do evento seria muito útil para comunicar não só para “dentro” da SPPSM, como também para “fora”.



“Numa sociedade científica, as secções só são ‘vivas’ se partilharem o que fazem”, disse em entrevista à Just News, desenvolvendo que, embora não se tratando de um congresso, o evento teve a “vitalidade necessária de uma Sociedade que vive com as suas secções”.



“Este Encontro foi muito importante para que os membros e sócios da SPPSM pudessem comunicar entre si o que estão a fazer e promover o debate. E, ao mesmo tempo, para que alguém ‘de fora’ também possa usufruir disso e, se calhar, até interessar-se pela Sociedade, inscrever-se como sócio e entrar numa secção”, comentou.


Presidente da SPPSM com os presidentes das Secções: Luísa Figueira e João Marques Teixeira (à frente) com Pedro Levy, Fernando M. Paiva, Silvia Ouakinin e Fátima Gysin (ausente na foto: António Palha)


Segundo o nosso entrevistado, as secções da SPPSM foram criadas por se tratar de áreas de aprofundamento de conhecimentos e por hoje a Psiquiatria estar muito subespecializada. Neste momento, já são seis: Prática Privada (Fátima Gysin), Primeiro Surto Psicótico (Pedro Levy), Psico-Oncologia (Silvia Ouakinin), Psicopatologia (Maria Luisa Figueira), Psiquiatria Biológica (Fernando M. Paiva) e Sexualidade Humana (António Palha).



“A criação de secções prende-se com a consciência que as pessoas vão tendo à medida que vai crescendo da noção de que a Sociedade é um guarda-chuva em que as pessoas se podem abrigar e crescer”, apontou.

“A SPPSM tem o seu Congresso Nacional, que decorre habitualmente no Algarve, com um movimento muito grande. A partir de agora, terá também o Encontro Nacional de Secções, cuja realização passará a ser também anual, tendo lugar algures depois do Verão na zona Norte do país”, acrescentou.



A elaboração do programa do I Encontro Nacional das Secções da SPPSM ficou a cargo das seis secções que integram a Sociedade. Cada uma teve a incumbência de organizar uma sessão centrada num tema relacionado com a sua área de interesse.

Psico-Oncologia "para estruturar novas formas de tratamento"

As duas mais recentes secções da SPPSM foram aprovadas no final do ano passado, em novembro, durante o último Congresso Nacional de Psiquiatria. Na altura, em declarações à Just News, Sílvia Ouakinin, uma das fundadoras da Secção de Psico-Oncologia, sublinhava que esta Secção pretende incluir psiquiatras, psicólogos e oncologistas, ou outros profissionais de saúde que estejam envolvidos no tratamento de doentes com patologia oncológica. 


 
A ideia é, segundo Sílvia Ouakinin, professora auxiliar de Psicologia Médica, Psiquiatria e Saúde Mental da Faculdade de Medicina de Lisboa, “criar um espaço onde seja possível refletir sobre a importância destes aspetos para estruturar novas formas de tratamento, discutir a abordagem psiconeuroimunológica no contexto do cancro, tal como a abordagem psicológica e psiquiátrica face às comorbilidades psiquiátricas do cancro”. 

Intervir "nas fases iniciais das doenças psicóticas"

Também durante o Congresso foi aprovada outra nova Secção da SPPSM designada “Primeiro Episódio Psicótico”. O objetivo passa por reunir "todos os médicos psiquiatras que têm interesse clinico e de investigação nos doentes jovens que estão nas fases iniciais das doenças psicóticas", explica o psiquiatra Ricardo Coentre, vice-presidente desta nova secção.


Ricardo Coentre com Pedro Levy (presidente da secção “Primeiro Episódio Psicótico”) e Maria Luísa Figueira, presidente do XII Congresso Nacional de Psiquiatria.

Segundo o docente da Faculdade de Medicina de Lisboa e médico psiquiatra no Hospital Vila Franca de Xira, onde coordena um programa para estes doentes, “o objetivo fundamental é o diagnóstico precoce destas doenças, reduzindo o designado período de doença não tratada, garantir o seu tratamento adequado, assegurando a remissão clinica e melhoria do funcionamento e prevenir as recaídas e recorrências das doenças". 


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