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Realiza-se, hoje à noite, a antestreia de «Cake», um filme que narra a história de uma mulher que sofre de dor crónica

A Associação Portuguesa para o Estudo da Dor (APED) promove, hoje à noite, 18 de março, pelas 20h30, a antestreia de “Cake – Um Sopro de vida”, um filme protagonizado pela atriz Jennifer Anniston, que narra a história de uma mulher que sofre de dor crónica. A jornalista Isabel Stilwell associa-se a esta iniciativa da APED, marcando presença na sessão.

“Sinto que ainda há muito por fazer no sentido de ajudar as pessoas que sofrem de dor crónica. É claro que não é fácil falar das nossas doenças, porque são questões muito privadas, mas faz sentido partilhá-las quando essa divulgação pode auxiliar outras pessoas a tomar conhecimento de que há formas de a tratar e combater”, explica Isabel Stilwell.

Há quatro anos teve, pela primeira vez, uma crise de nevralgia do trigémio, doença de que nunca tinha ouvido falar — “De um segundo para o outro sentimos uma dor lancinante na cara, como um choque elétrico, que se repete e repete, deixando-nos aterrorizados. O diagnóstico é difícil, e a medicação deixa-nos adormecidos, mas pior, um dia deixa de funcionar. Só quando tive a sorte de encontrar uma consulta da Dor, com alguém que sabia realmente do que se tratava, foi possível fazer mais exames, e equacionar outras soluções” conta.   

De acordo com Duarte Correia, presidente da Associação Portuguesa para o Estudo da Dor, “a nevralgia do trigémio, também conhecida como tique doloroso, carateriza-se por uma dor súbita na face, habitualmente num dos lados, de grande intensidade, breve, tipo facada ou choque elétrico. Cada episódio de dor dura entre alguns segundos e dois minutos, mas pode ser seguido rapidamente de outro ataque. Podem ocorrer entre 10 a 70 episódios num dia e com a progressão da doença, os ataques tendem a durar mais”.

A antestreia do filme “Cake – Um Sopro de Vida” resulta de uma parceria entre a Associação Portuguesa para o Estudo da Dor (APED) e a NOS Audiovisuais.

“Este filme é uma oportunidade para recordar que a dor crónica tem um impacto gravíssimo na qualidade de vida das pessoas e que por isso precisa da ser tratada. Acreditamos que este filme vai permitir informar, ajudar a esclarecer de forma mais evidente, que a dor crónica é uma doença grave e debilitante,” explica Duarte Correia, presidente da APED.

A Associação Portuguesa para o Estudo da Dor (APED) tem por objetivos promover o estudo, o ensino e a divulgação dos mecanismos fisiopatológicos, meios de prevenção, diagnóstico e terapêutica da dor. 

A dor crónica é reconhecida como um grave problema de saúde pública com impacto significativo na qualidade de vida das pessoas e enormes custos individuais e sociais. Em Portugal, o impacto socioeconómico da dor crónica é estimado em dois mil milhões de euros/ano, custo que atinge os 4,6 mil milhões de euros quando somados os gastos com incapacidades temporárias, baixas médicas e reformas antecipadas.

Sobre o Filme

Claire Simmons (Jennifer Aniston) está a sofrer. A dor física é evidente nas cicatrizes que revestem o seu corpo e na forma como ela se apresenta, estremecendo a cada passo hesitante. Claire é igualmente má a esconder a sua dor emocional. Brusca ao ponto do insulto lancinante, a raiva de Claire ferve com quase todas as suas interações. Claire já afastou o seu marido, os amigos – e até o grupo de apoio à dor crónica, que frequenta, já a expulsou.

A única pessoa que subsiste  na solitária existência de Claire  é a sua empregada, Silvana (Adriana Barraza), que tolera mal a necessidade de álcool e medicamentos da sua chefe. Mas o suicídio de Nina (Anna Kendrick), um dos membros do grupo de dor crónica, despoleta outra obsessão. Na procura de respostas sobre a morte de uma mulher que mal conhecia, Claire explora os limites entre a vida e a morte, abandono e desgosto, perigo e salvação. Ao  introduzir-se na vida do marido de Nina (Sam Worthington) e do filho que Nina deixou para trás, Claire só pode encontrar a salvação.



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