Sociedade Europeia de Cardiologia aposta na criação do «Atlas Europeu de Cardiologia»

A delegação de Bruxelas da Sociedade Europeia de Cardiologia (SEC), aberta há cerca de dois anos, está, desde então, a apostar na criação de desenvolvimento de um “Atlas Europeu de Cardiologia”. “O que pretendemos é ter uma pequena OECD em Bruxelas, que possa fazer a monitorização de tudo o que se passa em termos cardiovasculares nos países que pertencem à SEC”, explicou o seu presidente, Fausto Pinto, ao intervir na sessão de abertura do XXXVI Congresso Português de Cardiologia, em Albufeira.



Fausto Pinto referiu que, para além da realização de um conjunto de outras atividades, foi criada uma unidade de ensaios clínicos, outra de interface com os grupos de doentes e a European Heart Academy, um “projeto inovador levado a cabo em colaboração com várias universidades europeias”.

“O Atlas é um projeto que visa constituir uma base de dados, essencial para conhecermos a realidade europeia. É muito importante para podermos trabalhar, também, em conjunto com os decisores políticos”, indicou o presidente da SEC e diretor do Serviço de Cardiologia do Centro Hospitalar Lisboa Norte.

Durante a sua intervenção, Fausto Pinto fez um resumo daqueles que são os projetos da SEC, lembrando que é constituída por 56 sociedades nacionais e com cerca de 90 mil profissionais. “A SPC está entre as 14 sociedades fundadoras, há 65 anos, e tem colaborado de forma muito ativa” sublinhou.



Fausto Pinto afirmou-se orgulhoso das atividades da SPC e da forma como se enquadra nos projetos da SEC, que caracteriza como “a maior família cardiovascular do mundo”.

Na sua opinião, a participação portuguesa nos congressos europeus tem sido relevante, o que para si é motivo de grande contentamento. “Trata-se, no momento, do maior congresso mundial na área cardiovascular, com mais de 30 mil participantes”, afirmou.

E acrescentou: “Tem havido uma participação bastante regular por parte da comunidade portuguesa, sobretudo através da submissão de resumos científicos. Este ano, ficamos no top 10!”

O desenvolvimento da área de registos, em que Portugal também participa, é, para Fausto Pinto, extremamente importante, uma vez que permite avaliar como se pratica a medicina cardiovascular em termos europeus.

Entre outros aspetos, o presidente da SEC mencionou, ainda, a constante renovação e crescimento da plataforma ESCel, desenvolvida há já uns anos e na criação da qual o cardiologista português Lino Gonçalves teve um “papel essencial”.

Em resumo, Fausto Pinto notou que a SEC tem procurado desenvolver um conjunto de atividades com os seus membros, que possam reforçar aquilo que é a sua missão para reduzir o peso das doenças cardiovasculares na Europa.

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