Jornal Médico 44 - fevereiro 2017

A dor crónica limita e condiciona muito o bem-estar físico e psicológico de qualquer pessoa e, consequentemente, a sua forma de estar na vida. Nesse sentido, a Unidade de Saúde Familiar (USF) Lethes, em Ponte de Lima, criou, em 2015, uma consulta de dor crónica em cuidados de saúde primários, com a finalidade de dar um melhor apoio assistencial aos seus utentes, ajudando-os neste aspeto.

Doentes com dor crónica não controlada e incapacitante têm um acompanhamento especial na unidade de saúde familiar (USF) Lethes, onde existe uma consulta específica, coordenada pelo médico de família Raul Marques Pereira.

Coordenada pelo médico de família Raul Marques Pereira, esta iniciativa inovadora foi selecionada para apresentação no Congresso Mundial de Medicina Geral e Familiar.



Em entrevista à Just News, no âmbito da reportagem sobre a USF Lethes, Raul Marques Pereira recorda que o seu interesse pelo tema da dor surgiu no início da sua carreira, numa altura em que começou a trabalhar também no internamento de uma unidade de cuidados continuados, com doentes idosos polimedicados, com dor.

“Fazia-me muita confusão que dessem alta aos doentes que estavam estabilizados das suas patologias, mas que não tinham a dor controlada”, lembra.



Equipa da USF Lethes.

Cecília Abreu, coordenadora da USF Lethes, considera que esta consulta é, sem dúvida, uma mais-valia para os utentes da unidade. “A dor é incapacitante, funcional e psicologicamente, e torna as pessoas muito suscetíveis. Era, obviamente, uma área em que tínhamos de investir”, observa.


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