Astellas eleita empresa n.º 1 para trabalhar em Portugal

A Astellas conquistou o primeiro lugar no ranking do setor farmacêutico e o quinto no universo das empresas com menos de 100 colaboradores, tendo assim subido três posições comparativamente a 2013 e seis no ranking geral das 25 melhores empresas para trabalhar em Portugal.

Pelo segundo ano consecutivo, a Astellas foi considerada uma das melhores empresas para trabalhar do ponto de vista dos colaboradores, sendo a melhor no grupo de companhias do seu setor de atividade económica que se submeteram a avaliação externa.

“Isto é um fator de encorajamento, não apenas para as nossas políticas, mas também de satisfação e orgulho”, afirma Alberto Aguiar, seu diretor-geral, acrescentando que o segredo para alcançar este lugar está no trabalho em equipa, na transparência e nas políticas internas implementadas nos últimos anos.

“Falamos abertamente com os nossos colaboradores envolvemo-los, ao máximo, em todas as vertentes do negócio e proporcionamos-lhes uma cultura de trabalho flexível e acolhedora.”

Atualmente, a Astellas conta com 57 colaboradores. Para Alberto Aguiar, “este é um sucesso importante”, que reflete o total empenho de todos os colaboradores da afiliada portuguesa.

Companhia investe 17% do turnover em investigação

Com um investimento em investigação de cerca de 17% do seu turnover, o portfólio da Astellas está, essencialmente, orientado para seis áreas terapêuticas: Urologia, Transplantação, Oncologia, Dermatologia, Anti-infeciosos e Dor.

“A forte presença a nível mundial nestas áreas não tem exatamente a mesma tradução em Portugal, sobretudo no que respeita aos Anti-infeciosos, dado que um dos principais produtos, o Mycamine, apenas foi lançado o ano passado”, explica.

De acordo com Alberto Aguiar, a Astellas pretende ser líder em produtos que respondam a necessidades não satisfeitas. “Têm de ser, obviamente, medicamentos inovadores, que sejam os primeiros da classe, ou claros avanços em relação aos já existentes.”

A companhia está agora, segundo indica, muito focada nestas seis áreas, “especialmente na Oncologia”. “É uma área em que, até pelo fator de envelhecimento da população, as necessidades são cada vez maiores, mas estão ainda muito longe de estar satisfeitas, apesar dos enormes avanços que se têm verificado”, refere.

Atualmente, a farmacêutica tem projetos de investigação a decorrer em quase todos os países da Europa, bem como nos EUA e Japão, alguns deles em parceria com outras entidades.

A empresa tem também alguns projetos de responsabilidade social e corporativa que abrangem duas áreas em geral, uma diretamente ligada com os seus colaboradores -- onde procura ter políticas ativas de educação, no que respeita a promoção de uma alimentação saudável, poupança de energia e de recursos, entre outros – e outra para a população, com intervenção nas escolas, essencialmente através da realização de palestras de educação sobre diversas temáticas e, ainda, apoio a instituições de crianças carenciadas.

Astellas pretende continuar a cumprir o seu plano de negócio

A Astellas Pharma Europe faz parte da Astellas Pharma Inc, uma das 20 maiores empresas farmacêuticas, que emprega cerca de 15 mil pessoas em todo o mundo. A sua origem remonta ao ano de 2005, resultado da fusão das duas companhias japonesas Yamanouchi Pharma e Fujisawa.

Segundo recorda Alberto Aguiar, os primeiros cinco anos de vida da empresa foram marcados pela solidificação do negócio e por um acentuado crescimento, fruto também da entrada em novas áreas terapêuticas.

A partir de 2010, o percurso da companhia foi, como diz, um pouco “o da Indústria Farmacêutica em Portugal”, marcado pela “perda de vendas e margem”, sobretudo devido a cortes de preços e a medidas administrativas.

“No entanto, e apesar da atual conjuntura e de termos de fazer alguns ajustamentos, temos conseguido manter a estrutura sem grandes oscilações”, refere.

Atualmente, a Astellas pretende, de acordo com Alberto Aguiar, continuar a cumprir o seu plano de negócio, em Portugal, de forma a dar continuidade àquela que é a sua missão: “Fazer a diferença no dia-a-dia dos doentes.”

Alberto Aguiar, acerca dos CSP: “Parece-me que, de algum modo, esta reestruturação parou”

“Sou e sempre fui um grande defensor da reforma inicial dos cuidados de saúde e da criação de unidades de saúde familiar. Contudo, parece-me que, de algum modo, essa reestruturação parou”, lamenta Alberto Aguiar, diretor-geral da Astellas, quando questionado sobre o que pensa acerca desta reorganização e das suas vantagens.

“Tem-se ouvido falar muito pouco da criação de mais USF e de agrupamentos de centros de saúde, o que me preocupa, uma vez que considero que este modelo é o que melhor resposta dá às necessidades dos doentes portugueses”, desenvolve, acrescentando que continua, no entanto, a ser um acérrimo defensor desta reforma.

Alberto Aguiar

Nascido em 1950, Alberto
Aguiar trabalha na Indústria Farmacêutica desde 1978. Esteve 30 anos na AstraZeneca e, após 2008, manteve a presidência da Fundação AstraZeneca até maio de 2011, juntando-se então à equipa da Astellas.

Casado, pai de dois filhos
e avô de cinco netas, praticamente todo o tempo livre que tem é dedicado à família, aproveitando para cuidar das mais pequenas e passar com elas algum tempo de qualidade. “É quase um trabalho a full time”, brinca. Gosta também de correr, ir à praia e viajar. Tem muito “pouco tempo para ler e trabalhar fora de horas”.

Foi aluno de Medicina, mas
interrompeu no segundo ano, em 1972, altura em que foi chamado para o Serviço Militar. Depois, com o 25 de abril, as coisas alteraram-se.

Ainda pensou em terminar o
curso, arranjou emprego como delegado de propaganda médica, pensando que conseguiria continuar a estudar, mas acabou por não o fazer. “Desisti do curso e até hoje não me arrependo. Fiz depois algumas formações de Gestão e Marketing”, conclui.



 


Artigo publicado no Jornal Médico de maio 2014

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