Opinião

Rede de Partilha em Cuidados de Saúde Primários

Luís Pisco

Vice-presidente da ARSLVT

Luís Pisco
Vice-presidente da ARSLVT

Por iniciativa da Associação Garcia de Orta (AGO), decorreu nos passados dias 8 e 9 de abril, no Instituto de Higiene e Medicina Tropical, um Seminário Internacional sob o lema “Um Roteiro para os Cuidados de Saúde Primários na Lusofonia: da Inovação e Qualidade às Redes de Partilha”.

Estiveram presentes representantes de Angola, Brasil, Cabo Verde, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste.

A Direção da Associação Garcia de Orta e o seu Presidente, o Prof. Luís Lapão, estão de parabéns por esta meritória iniciativa, pois, mais de 30 anos depois da Assembleia-Geral da OMS em Alma-Ata, onde houve uma participação muito ativa de vários Países Lusófonos, era importante que o caminho já trilhado pudesse ser partilhado e que sinergias para a cooperação possam ser criadas por uma rede de Cuidados de Saúde Primários de Países Lusófonos.

O Seminário teve um programa muito interessante, onde colaboraram, entre outros, a Dr.ª Maria de Belém Roseira e a Prof.ª Isabel Santos, mas destacaria particularmente a mesa onde foram apresentados os principais Avanços nos Cuidados de Saúde Primários nos Países da Lusofonia e a sessão de lançamento da Rede de Partilha em Cuidados de Saúde Primários.

Em relação à sessão de lançamento da Rede Lusófona de Cuidados de Saúde Primários – Partilhar Saúde, feita por Rui Cortes, membro da Direção da AGO, salientaria a revelação dos principais objetivos e áreas de atuação.

A AGO tem-se afirmado sobretudo na promoção dos cuidados de saúde primários nos Países Lusófonos e na Cooperação e Inovação na utilização dos sistemas de informação. No seu atual programa, tem como objetivo: Fazer Bem, Apostar na Inovação, Construir Relações para o Futuro. Os objetivos mais significativos desta Rede são:
   Edificar uma rede de partilha de conhecimento em saúde ao nível dos CSP;
   Alinhar com as estratégias e políticas dos países e de organizações como a CPLP;
   Assegurar a troca contínua de experiências e conhecimentos;
   Aumentar o conhecimento e a eficiência dos recursos humanos de saúde;
   Desenvolver projetos de investigação nas áreas prioritárias para cada país;
   Estimular a criação de documentos de informação sobre os CSP de cada país, criando uma base de dados Lusófona de CSP;
   Incentivar as sinergias entre os países;
   Desenvolver e, sempre que possível, implementar programas de desenvolvimento de competências nas áreas de atuação da AGO que vão de encontro às preocupações do Plano Estratégico de Cooperação em Saúde da CPLP.

Iniciar-se-á agora o levantamento das principais prioridades formativas e de investigação, assim como o levantamento de boas práticas de cada um dos países participantes na Rede. Para mais informações, e para acompanhamento do projeto, pode-se consultar www.ago.com.pt.

Esta iniciativa merece o maior sucesso e os seus promotores o nosso apoio e incentivo.

 

 
Artigo publicado no Jornal Médico de maio 2014

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