Takeda vai lançar novos fármacos para o cancro do pulmão e doença de Crohn

Dominika Kovacs é, desde agosto de 2018, a diretora-geral da Takeda Portugal, depois de ter sido vice-presidente da empresa, para a área de Inovação e Desenvolvimento (I&D), nos EUA. Entre os principais objetivos para o País está o lançamento de duas terapêuticas específicas e dirigidas, como referiu à Just News:

“Um tratamento composto de células estaminais na área da Gastrenterologia e um outro oncológico, para quem foi diagnosticado com cancro do pulmão.” Dois medicamentos que, segundo Dominika Kovacs, fazem a diferença na vida das pessoas e dos seus cuidadores: “São patologias muito impactantes e para as quais não há cura, logo todos os avanços são fundamentais.”


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Estes novos medicamentos são, segundo a nossa entrevistada, “o exemplo de como a missão da Takeda tem por base, em todos os seus projetos, o foco em quatro pontos estratégicos: Valores, Pessoas, I&D e Desempenho”.

Desta forma, acrescenta, “nas nossas decisões temos sempre presente o doente, a confiança, a reputação e, por fim, o negócio, ou seja, nunca colocamos em primeiro lugar o negócio, mas sim as pessoas”.

Dominika Kovacs acredita ser assim possível “criar novos medicamentos que vão ao encontro das necessidades reais, procurando-se soluções com base na inovação e na tecnologia, e que sejam sustentáveis a longo prazo”.

E dá um exemplo: “Os fármacos para doenças raras, nos quais também apostamos, demonstram como a Takeda procura, em primeiro lugar, pensar nos doentes, que muitas vezes têm difícil acesso à investigação clínica.”

As áreas estratégicas da Takeda são essencialmente a Oncologia, a Gastrenterologia e as Neurociências. “Estamos a modelar o nosso pipeline de produtos, melhorando as nossas capacidades em áreas-chave, como terapêuticas de moléculas grandes, terapia celular, genómica e análise de dados, bem como medicina translacional”, aponta.

Para isso conta com o “forte investimento” da empresa em parcerias com os mais variados stakeholders, havendo uma aposta também em parceiros externos, como universidades e associações de doentes. “Não queremos apenas olhar para o conhecimento interno, mas também estar próximo de outros parceiros. Isto para que possamos, de facto, ter terapêuticas inovadoras que contribuam para o bem-estar de quem tem de enfrentar uma doença, independentemente dos fármacos permitirem a cura ou simplesmente uma melhoria da qualidade de vida”, realça.

Com as novas moléculas descobertas nos últimos anos, a empresa também se dedica à chamada medicina personalizada. “Cada vez mais a ciência tem por base a individualidade, procurando-se ter terapêuticas mais específicas, que vão atuar, por exemplo, numa determinada mutação que não se apresenta em todos os doentes”, diz.



Em suma, sublinha, “somos uma empresa para as pessoas, envolvendo sempre os doentes nos processos”.

Necessidade de agilizar a autorização de medicamentos

Questionada sobre o mercado português, Dominika Kovacs diz estar muito satisfeita com o seu desenvolvimento nos últimos anos. “Portugal tem um mercado muito forte, onde existe uma visão de custo-efetividade a longo prazo, tal como apostamos na Takeda”.

A diretora-geral destaca ainda o facto de o País ter “profissionais muito competentes, focados na inovação e no desenvolvimento”, o que se nota logo nas faculdades. Relativamente ao sistema de saúde, Dominika Kovacs diz que os portugueses devem ter “muito orgulho no Serviço Nacional de Saúde, que permite um acesso facilitado a cuidados de saúde”.

Fala ainda de outros projetos que, no seu entender, mostram o empreendedorismo do País. “Há excelentes ideias, como as unidades de hospitalização domiciliária, que diminuem os internamentos não necessários, permitindo aos doentes recuperar no conforto da sua casa, mantendo todo o apoio médico e de enfermagem.”

Como refere, “estes projetos estão centrados nas pessoas e não em números, o que vai ao encontro da filosofia da Takeda, que tem por base a cultura japonesa e os seus valores humanistas”.

Contudo, acrescenta, há um aspeto que se deveria melhorar: “A avaliação económica de novos medicamentos tem de ser agilizada porque chega-se a esperar mais de um ano. Os doentes não são afetados diretamente, já que, em situações excecionais, o Infarmed autoriza o uso de determinados fármacos ainda em avaliação, para patologias graves e incapacitantes, mas, mesmo assim, é crucial diminuir o tempo que decorre entre o pedido de autorização para uso hospitalar e a sua aprovação.”



A entrevista completa pode ser lida no Hospital Público de novembro.

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